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Rio 2016

Legado da Rio 2016 mostra contrastes entre escolas públicas e parques abandonados dez anos depois

Instalações olímpicas apresentam realidades distintas dez anos após os Jogos, com centros de treinamento ativos e áreas privadas em abandono.

Por Redação Diário Local

Dez anos após a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, o legado das instalações construídas para o evento no Rio de Janeiro apresenta realidades opostas. Enquanto centros de treinamento e escolas públicas funcionam como modelos de aproveitamento, áreas como o Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, enfrentam abandono e falta de manutenção.

No Parque Olímpico, o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, localizado na Arena Carioca 3, destaca-se como projeto de educação. Inaugurado em fevereiro de 2024, o espaço atende 875 alunos com aulas em horário integral, integrando o currículo escolar à prática de modalidades olímpicas.

Nas proximidades, a Arena Carioca 1 é gerida pelo Ministério do Esporte para eventos esportivos, enquanto a Arena Carioca 2 está sob administração do Ministério da Educação e passa por reformas para receber uma unidade do Instituto Federal de Educação.

Como funcionam os centros de alto rendimento?

O Centro de Treinamento Time Brasil, localizado no complexo Maria Lenk, é administrado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). O espaço funciona como referência para o esporte de alto rendimento e conta com estruturas para ginástica, esportes aquáticos e condicionamento físico.

O COB possui a concessão da Prefeitura do Rio para administrar o complexo Maria Lenk até 2048. Já em Deodoro, na Zona Oeste, o Parque Radical mantém em funcionamento o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX.

Contudo, a região de Deodoro também registra equipamentos fechados. A Arena da Juventude está sem atividades desde março de 2025, assim como o Centro Nacional de Hipismo, o Centro Olímpico de Tiro e o Centro Olímpico de Hóquei.

Qual o motivo do fechamento de algumas arenas?

O fechamento de equipamentos em Deodoro ocorre devido a um impasse entre o Exército e o Ministério do Esporte. O Exército, proprietário dos espaços, afirma que o ministério interrompeu o repasse anual de R$ 20,5 milhões necessário para a manutenção das instalações.

O Governo Federal, por sua vez, contesta o valor solicitado. O conflito entre os dois órgãos já dura um ano e meio, afetando a continuidade de diversos centros olímpicos na região.

O cenário de abandono no Parque dos Atletas

Em contraste com o sucesso educacional, o Parque dos Atletas é apontado como um dos pontos negativos do legado. A área de 150 mil metros quadrados, localizada na Avenida Salvador Allende, custou R$ 44 milhões e era usada para lazer dos atletas durante os Jogos.

Desde o fim da Rio 2016, o local apresenta problemas de infraestrutura, como mato alto, acúmulo de lixo e entulho. Por ser uma área particular, a Prefeitura do Rio informou que não pode revelar a identidade do proprietário por questões de sigilo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.