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Segurança

Polícia Federal pede inclusão de menino desaparecido na Barra da Tijuca na lista da Interpol

Polícia Federal solicita alerta internacional após suspeita de que criança estivesse entre resgatados em operação nos EUA

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal informou, nesta quarta-feira (9), que solicitará a inclusão do menino Édson Davi na Difusão Amarela da Interpol. A medida utiliza um alerta internacional para auxiliar na localização da criança, que desapareceu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2024.

O pedido foi motivado pelo contato da mãe de Édson, Marize Araújo, com a Polícia Federal (PF). Ela manifestou a suspeita de que o filho pudesse estar entre as 163 crianças resgatadas em uma operação contra o tráfico humano na Flórida, nos Estados Unidos.

Contudo, autoridades americanas informaram que não há crianças brasileiras entre o grupo localizado no âmbito da Operação Statewide Shield. Mesmo assim, o Núcleo de Cooperação Policial Internacional (NCI/PF/RJ) deu seguimento aos trâmites para formalizar a solicitação junto à organização internacional.

A mãe do menino foi acionada pela PF para entregar documentos na sede do órgão no Rio de Janeiro. A Difusão Amarela é um mecanismo da Interpol destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas em diversos países. Após o envio pela autoridade policial, cabe à Interpol analisar as informações e decidir sobre o compartilhamento do alerta.

Em nota, o advogado da família, Cristiano Medina da Rocha, afirmou que a notícia sobre o resgate de crianças nos Estados Unidos renovou a esperança dos familiares. Segundo o advogado, a inclusão na Difusão Amarela amplia o alcance das buscas, permitindo que as informações sobre o menino circulem entre os países da rede de cooperação.

Édson Davi desapareceu na tarde de 4 de janeiro de 2024, em uma praia da Barra da Tijuca. Na ocasião, ele acompanhava o pai, que trabalha com uma barraca de areia, durante o expediente. O caso foi registrado inicialmente na 16ª DP (Barra da Tijuca) e depois transferido para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

Imagens da época mostram o menino em diferentes momentos antes do sumiço. Uma testemunha registrou vídeos da criança às 15h37 e, às 15h57, outros registros mostraram o menino caminhando sozinho pelo calçadão. Os últimos vídeos analisados pela DDPA situam Édson próximo à barraca do pai, por volta de 16h47, com o cabelo ainda seco.

A família contesta a linha de investigação que sugere um afogamento, alegando que o menino tinha medo de entrar no mar. Os parentes defendem a hipótese de sequestro por um estrangeiro que frequentava a praia. A polícia, no entanto, descartou o envolvimento de um homem monitorado por imagens, que foi visto deixando o local sozinho.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.