Leonardo Dias Mendonça, apontado como ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, morre em hospital
Apontado como ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, Leonardo Dias Mendonça morreu após internação em estado grave em Campo Grande (MS)
Por Redação Diário Local
Leonardo Dias Mendonça, de 63 anos, morreu nesta quinta-feira (21), em Campo Grande (MS). Apontado como ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, ele estava internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande após passar mal na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde cumpria pena.
A morte encefálica foi confirmada pela defesa do paciente, por meio de uma nota publicada em redes sociais. Segundo a advogada Ana Claúdia Alves, o quadro de saúde de Mendonça era considerado grave desde a última semana.
O histórico de internação teve início na segunda-feira (17), quando ele passou mal dentro da própria unidade prisional. Na ocasião, ele foi encaminhado imediatamente para atendimento médico especializado.
Desde o encaminhamento, Mendonça permanecia sob cuidados hospitalares em estado crítico. O óbito ocorreu após a constatação do quadro de morte encefálica, conforme relatado pela defesa jurídica.
A família e a advogada agora aguardam as providências das autoridades competentes. O objetivo é obter a liberação e o traslado do corpo para o estado de Goiás.
De acordo com os representantes de Mendonça, a intenção é que o sepultamento ocorra em território goiano. No estado, o investigado mantinha sua residência e os seus principais vínculos familiares.
Leonardo Dias Mendonça possuía um longo histórico de envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Investigações da Polícia Federal (PF) indicaram que ele atuava no comércio de cocaína das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para Fernandinho Beira-Mar.
Entre os anos de 2000 e 2018, ele foi alvo de prisões e monitoramento constante. Segundo as autoridades, ele teria mantido o comando de operações de tráfico mesmo durante o período em que esteve encarcerado.
Em 2002, Mendonça foi apontado como um dos principais chefes do tráfico de drogas na América Latina. Naquela época, ele era procurado por autoridades de quatro países diferentes.
A Polícia Federal também relatou que o investigado utilizava métodos de lavagem de dinheiro para ocultar recursos do crime. Para isso, ele realizava a compra de terras e de gado.
Em 2019, o histórico criminal do paciente voltou a ser alvo de investigações. Ele era suspeito de liderar uma organização criminosa responsável por carregamentos de cocaína em Goiás.
Os carregamentos investigados envolviam a distribuição de drogas em diversos municípios goianos. Entre as cidades citadas estão São Miguel do Araguaia, Mundo Novo e Gouvelândia.
A atuação de Mendonça era monitorada por órgãos de segurança devido à sua capacidade de comandar redes internacionais. Mesmo sob custódia, as autoridades apontavam a continuidade de suas atividades ilícitas.
Até o momento, não houve novas atualizações sobre o procedimento de liberação do corpo pelas autoridades estaduais em Mato Grosso do Sul.
