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Segurança

Líder de facção de Goiás é baleado na Bolívia e permanece em estado gravíssimo

Engri Júnior de Almeida Maia, apontado como foragido mais procurado de Goiás, está na UTI de um hospital boliviano após ser atingido por disparos.

Por Redação Diário Local

Engri Júnior de Almeida Maia, de 38 anos, apontado pelas forças de segurança como o foragido mais procurado do estado de Goiás, foi baleado na tarde deste sábado (24) na Bolívia e permanece em estado gravíssimo. O suspeito, conhecido como “Júnior Trindade”, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no país vizinho.

A Polícia Federal (PF) desmentiu informações sobre a morte do investigado que circularam nas primeiras horas deste domingo (25). Segundo a corporação, o homem segue sob intensos cuidados médicos em território boliviano.

As circunstâncias exatas do ataque que resultou nos disparos de arma de fogo ainda não foram confirmadas oficialmente. As autoridades investigam duas hipóteses principais para o episódio ocorrido no último sábado (24).

A primeira versão aponta que o investigado teria sido atingido por agentes policiais bolivianos durante uma operação internacional coordenada com a Polícia Federal brasileira. Já a segunda hipótese sugere que o homem teria sido alvo de uma emboscada articulada por uma facção rival.

O conflito estaria relacionado à disputa pelo controle de rotas de tráfico de drogas na região de fronteira. A dinâmica exata da ação segue sendo apurada pelas forças de segurança.

Júnior Trindade é apontado pelas investigações como o fundador e principal líder da Associação Amigos do Estado (ADE). A facção criminosa foi criada há cerca de dez anos no município de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.

De acordo com levantamentos da Polícia Federal, a organização criminosa movimentou ao menos R$ 70 milhões por meio de um banco digital com vínculos diretos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público de Goiás (MP-GO) estima que o volume total transacionado pela facção chegue a R$ 1 bilhão.

As investigações da PF revelam que o grupo utilizava uma logística complexa para abastecer o mercado nacional. A facção operava com o uso estratégico de fazendas no estado do Tocantins, que serviam como entreposto para o recebimento e distribuição de entorpecentes vindos da Bolívia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.