Lobo-guará é resgatado após invadir residência em São Roque (SP)
Macho de oito anos foi sedado para resgate e segue internado para exames após ser encontrado em construção inacabada.
Por Redação Diário Local
Um lobo-guará foi resgatado por uma equipe do Núcleo da Floresta (Cras) após invadir uma residência nesta terça-feira (25), em São Roque (SP). O animal, um macho de oito anos, foi localizado em uma construção inacabada no bairro rural Pavão.
O canídeo, que pesa 29 quilos e recebeu o apelido de "Tupã", apresentava sinais de problemas de saúde, como a presença de fezes com sangue no local onde foi encontrado. Devido ao grande porte do animal, a equipe precisou sedá-lo para realizar o manejo com segurança para o lobo e para os resgatistas.
Após a sedação, o animal foi transportado em uma caixa e encaminhado para cuidados médicos. Segundo o Núcleo da Floresta, o lobo-guará passou por uma série de exames iniciais e permanece internado para avaliações físicas complementares. A previsão é que ele seja devolvido ao habitat natural assim que o tratamento for concluído.
O lobo-guará é um animal típico do Cerrado e um dos símbolos da fauna brasileira. De acordo com o biólogo Rafael Mana, integrante do núcleo de resgate, a espécie tem pernas longas que facilitam o deslocamento em áreas abertas e pastagens. O comportamento do animal inclui a caça de pequenos mamíferos, como roedores, e o consumo de frutas, especialmente do fruto da lobeira.
Quais as ameaças ao lobo-guará?
A espécie é classificada como vulnerável ao risco de extinção, o que significa que enfrenta ameaças que podem comprometer sua população caso não sejam controladas. Entre os principais problemas apontados pelo biólogo estão o desmatamento, a urbanização e a fragmentação do habitat natural.
O contato com animais domésticos, como cães e gatos que circulam soltos ou foram abandonados em áreas rurais e protegidas, também é um risco crítico. Esse contato pode transmitir zoonoses para os lobos, como sarna, parvovirose e cinomose.
Além das doenças, as queimadas são citadas como um fator de risco relevante. O fogo espanta os animais de seus habitats, o que frequentemente resulta em atropelamentos em rodovias durante o deslocamento forçado da fauna.
