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Lobo-marinho

Lobo-marinho ferido é resgatado no litoral norte de São Paulo e levado para reabilitação

Animal foi localizado em Ilhabela com lesões no olho e nadadeira; ele passará por tratamento no Instituto Argonauta

Por Diário Local

Um lobo-marinho-sul-americano foi resgatado nesta segunda-feira (6) no Canal de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O animal foi localizado em frente à Praia de Santa Teresa, em Ilhabela, após ser visto por vários dias nadando próximo a embarcações.

O resgate foi realizado com o apoio da Defesa Civil e da Secretaria de Mobilidade e Segurança da Prefeitura de Ilhabela, que disponibilizou um barco para a ação. Segundo o Instituto Argonauta, o animal corria grande risco de sofrer acidentes por transitar em áreas de circulação de navios.

De acordo com a equipe de resgate, o fato de o animal estar em constante movimento na água dificultou uma avaliação completa durante o avistamento. Somente após a captura foi possível realizar um exame detalhado e identificar o real estado de saúde do animal.

Os veterinários constataram que o lobo-marinho estava magro. O exame também identificou uma lesão no olho esquerdo, além de machucados na orelha e na nadadeira peitoral esquerda.

O animal foi encaminhado para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Argonauta. Ele permanecerá sob cuidados veterinários e a devolução ao mar só deve ocorrer quando estiver totalmente recuperado.

A diretora do Instituto Argonauta, Carla Beatriz Barbosa, afirmou que a captura permitiu identificar alterações que justificaram o encaminhamento ao centro de reabilitação. Ela explicou que cada ocorrência é avaliada individualmente, buscando segurança para o animal e para as pessoas.

Comportamento da espécie na região

O lobo-marinho-sul-americano vive naturalmente na costa da América do Sul. A espécie costuma aparecer no litoral paulista durante o inverno, principalmente quando os indivíduos ainda são jovens.

O Instituto Argonauta ressalta que, nesta época do ano, alguns animais podem chegar à região debilitados após a viagem em busca de alimento. Nesses casos, o atendimento especializado torna-se necessário para garantir a sobrevivência da espécie.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.