Filha de Marielle Franco denuncia ofensas racistas contra a mãe em grupo da PUC-Rio
Luyara Franco relatou ataques racistas contra a memória da mãe em grupo de WhatsApp de integrantes da universidade; instituição abriu investigação.
Por Redação Diário Local
Luyara Franco relatou, por meio de suas redes sociais, que a memória de sua mãe, a vereadora Marielle Franco, foi alvo de ofensas racistas em um grupo de mensagens com integrantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Segundo o relato, as ofensas ocorreram em um grupo de WhatsApp da instituição.
De acordo com a publicação compartilhada com o Instituto Marielle Franco, uma pessoa teria utilizado o termo "macaca" e questionado como a ex-vereadora teria custeado seus estudos. Marielle foi aluna da PUC-Rio, onde cursou a graduação em sociologia.
Em sua postagem, Luyara afirmou que a memória da mãe está sendo atacada com ódio e racismo. "Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio", declarou a filha da política, ressaltando que a trajetória de Marielle foi construída com trabalho e inteligência.
O que diz a PUC-Rio?
A PUC-Rio informou que recebeu denúncias por meio de sua Ouvidoria e de seu Canal Externo de Denúncias. A universidade confirmou a abertura de uma investigação interna para apurar o caso e adotar as medidas administrativas e legais cabíveis.
Em nota, a instituição declarou que rechaça veementemente qualquer ato discriminatório, incluindo racismo e injúria racial. A universidade também emitiu uma nota de repúdio para toda a comunidade acadêmica, reafirmando o compromisso com uma educação antirracista.
Histórico de ataques
Este episódio ocorre após outro caso recente de ofensas à vereadora. No último dia 13 (27), durante um ato realizado próximo à universidade, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) utilizaram um carro de som para ironizar o assassinato de Marielle.
Na ocasião, vídeos que circularam nas redes sociais mostraram manifestantes fazendo comentários sobre a morte da política. O caso gerou repercussão e mobilizou as irmãs Luyara Franco e a deputada federal Anielle Franco (PT) em defesa da memória da vereadora.
Sobre o assassinato de Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018, quando o carro em que estava foi alvejado ao sair de um ato no Centro do Rio de Janeiro. O crime também vitimou o motorista Anderson Gomes.
Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, confessos no crime, foram condenados em 2024. Também foram condenados pelo assassinato Domingos Brazão, Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald de Paula e Robson Calixto.
