Mãe é presa no Paraná após confessar que matou os dois filhos por sufocamento
Franciele Gawleta admitiu ter sufocado as crianças e as levou em um carro até Itambaracá; polícia investiga disputa de guarda.
Por Redação Diário Local
Uma mulher foi presa na tarde desta quarta-feira (4), em Itambaracá, no Norte do Paraná, após confessar que matou os próprios filhos, de 5 anos e 11 meses, por sufocamento. A investigada, identificada como Franciele Gawleta, admitiu ter utilizado um travesseiro para tirar a vida das crianças, João Miguel Andrade e Heloíse Emanuelly Andrade.
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o crime ocorreu em uma residência no município de Arapongas. Após o ato, a mulher colocou os corpos em um veículo e percorreu mais de 180 quilômetros até a região de Itambaracá, onde as crianças foram localizadas na manhã de quarta-feira (4).
Os corpos das crianças foram encontrados dentro de um automóvel estacionado às margens de uma rodovia, próximo à ponte sobre o rio das Cinzas, na divisa entre Itambaracá e Bandeirantes. A polícia trabalha para entender as circunstâncias que levaram ao crime.
A Polícia Civil investiga se a motivação tem relação com uma disputa judicial pela guarda das crianças entre a mãe e o pai. O delegado Denner Roque, responsável pelo caso, informou que pretende ouvir testemunhas nos próximos dias para reconstruir o que aconteceu antes do crime.
Ao ser detida pela Polícia Militar, Franciele afirmou que agiu para "proteger os filhos". A declaração, no entanto, ainda precisa ser esclarecida pelos investigadores, que aguardam também os resultados dos exames realizados pela perícia técnica para detalhar as mortes.
Antes de ser localizada, a mulher enviou mensagens de áudio para familiares afirmando que pretendia tirar a própria vida ao pular da ponte sobre o rio das Cinzas. Diante do relato, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas no rio, acreditando que ela pudesse ter morrido.
A suspeita foi encontrada viva pela Polícia Militar, escondida em uma propriedade rural em Itambaracá. Segundo o relato de Franciele, ela chegou a pular da ponte, mas conseguiu se agarrar a árvores próximas à margem do rio.
A mulher alegou que um instinto de sobrevivência a fez tentar se salvar após o salto. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para apurar a dinâmica completa dos fatos e confirmar as causas das mortes.
