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Saúde

Menina diagnosticada com síndrome rara comemora 3 anos em hospital de Divinópolis

Aurora Cristina vive internada no Hospital São João de Deus desde o nascimento devido a uma malformação abdominal.

Por Redação Diário Local

A menina Aurora Cristina completou três anos de idade nesta quarta-feira (26) dentro do Hospital São João de Deus, em Divinópolis (MG). A celebração, que contou com bolo, música, presentes e a presença de voluntários, marcou a trajetória da criança que vive internada na unidade desde que nasceu.

Aurora foi diagnosticada com gastroquise, uma malformação congênita em que os órgãos abdominais ficam para fora do corpo através de um orifício na parede abdominal, geralmente ao lado do umbigo. Devido à condição, a menina permanece sob cuidados hospitalares contínuos para tratar as complicações intestinais causadas pela síndrome rara.

Os primeiros meses de vida da criança foram marcados por cuidados intensivos, com uma permanência de oito meses no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Após esse período, Aurora foi transferida para a ala de pediatria, onde passou a receber acompanhamento rotineiro e a construir vínculos com as equipes de saúde.

O histórico de saúde da menina também incluiu momentos delicados no último ano. Em dezembro de 2025, Aurora enfrentou uma intercorrência respiratória grave que exigiu o retorno ao CTI. Segundo a mãe, Michele Cristina das Mercês Gomes, a filha permaneceu cerca de um mês internada, passando 17 dias intubada.

Atualmente, a rotina de Aurora é adaptada ao ambiente hospitalar. Devido aos protocolos de isolamento necessários para sua segurança, os passeios da criança são restritos aos corredores da pediatria e a áreas autorizadas da unidade, o que impede o contato direto com outras crianças.

A comemoração de aniversário contou com a participação de profissionais de saúde e do grupo de Doutores Palhaços, que realizam ações de humanização no hospital. Para a diretoria da unidade, o caso é considerado emblemático e exigiu uma estrutura multidisciplinar preparada para lidar com a raridade da síndrome.

Segundo o diretor administrativo do Complexo de Saúde São João de Deus, Amarildo, a organização da equipe permitiu que a menina recebesse assistência especializada sem a necessidade de ser transferida para outras cidades, o que possibilitou a manutenção da proximidade com a família.

Para Michele, a principal expectativa com a evolução do tratamento é que a filha possa, finalmente, conhecer o lar e a convivência diária com as irmãs. A mãe relatou que, apesar dos desafios, Aurora demonstra força e uma capacidade de adaptação que alimenta a esperança de uma alta hospitalar em breve.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.