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Segurança

Crise global impulsiona mercado de compra e venda de ouro e roubos de joias no Rio

Instabilidade econômica faz investidores buscarem ouro, o que amplia o mercado de joias usadas e criminosos em áreas como Centro, Tijuca e Copacabana

Por Redação Diário Local

A instabilidade econômica global tem impulsionado o mercado de compra e venda de ouro, tornando o metal um ativo buscado por investidores em busca de estabilidade. No Rio de Janeiro, o movimento tem sido acompanhado pelo aumento de roubos de joias nas ruas, alimentando um mercado de metais usados que se expande em diversos bairros da capital.

O comércio de joias usadas pode ser observado em regiões movimentadas, como o Centro, na Rua Uruguaiana, além de vias na Tijuca, na Zona Norte, e em Copacabana, na Zona Sul. Em muitos locais, as transações ocorrem em salas comerciais sem identificação, onde o metal é frequentemente fundido logo após a aquisição.

Por que o comércio de ouro não é totalmente fiscalizado?

Apesar de existir uma legislação específica para o controle do setor, a fiscalização enfrenta obstáculos regulatórios. Em 2015, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a Lei Nº 7005, que exige o registro de estabelecimentos que atuam no comércio ou na fundição de ouro e metais nobres no estado.

Segundo o texto da lei, os estabelecimentos devem se registrar na Secretaria de Estado de Segurança e adotar procedimentos para comprovar a regularidade das operações. A legislação determina que toda transação deve ser documentada com cópia do documento de identidade do vendedor, declaração de propriedade e comprovante de residência, além de manter um livro de entrada e saída de materiais.

No entanto, a medida não foi regulamentada pelo Poder Executivo, o que faz com que a norma não saia do papel. Consultada, a Secretaria de Segurança Pública confirmou que o cadastro previsto na legislação não existe atualmente.

Regras para o setor formal

Para as empresas que atuam dentro da legalidade, as exigências são diferentes. O Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) afirma que os estabelecimentos do setor formal devem estar cadastrados no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

Além da emissão de nota fiscal, essas empresas precisam garantir a rastreabilidade do produto, registrando as informações de quem realizou a venda da joia.

Insegurança e violência nas ruas

A busca pelo metal tem gerado episódios de violência contra pedestres. Em julho, um caso repercutiu após um empresário de 66 anos ser vítima de uma emboscada no Recreio, na Zona Sudoeste. De acordo com investigações policiais, uma quadrilha monitorava a rotina da vítima para realizar o assalto.

Durante a ação, o homem foi surpreendido por dois criminosos em uma moto enquanto estava no estacionamento de um supermercado. O assaltante disparou contra o empresário e, após uma luta, conseguiu levar o cordão de ouro que a vítima utilizava. O homem foi socorrido e precisou passar por cuidados intensivos após sofrer ferimentos graves.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.