Diário Local
Investigação

Polícia aponta rescisão trabalhista como motivo para morte de cozinheira em Angra dos Reis

Perícia confirmou disparos de dentro para fora da caminhonete de empresária suspeita de matar Berenice Ramos de Aguiar.

Por Davy Albuquerque

A Polícia Civil confirmou, neste sábado (18), que a caminhonete da empresária Eliane Alves dos Santos apresentava marcas de disparos de arma de fogo. A perícia identificou que os tiros foram realizados de dentro para fora do veículo, o que afasta a hipótese de um disparo acidental.

O corpo da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, foi localizado na noite desta sexta-feira (17) em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ). A confirmação da identidade da vítima e os novos detalhes sobre o veículo foram divulgados pelo delegado Tadeu Ricardo de Castro, de São Sebastião.

De acordo com o delegado, a investigação aponta que houve forte presença de sangue no interior do automóvel. O Instituto de Criminalística já informou à Polícia Civil que o material encontrado na caminhonete é de origem humana.

Além dos vestígios biológicos e dos danos no veículo, os investigadores trabalham com imagens de radares e câmeras de monitoramento para reconstruir o trajeto e a dinâmica do crime. O caso envolve a morte de uma funcionária que estava desaparecida desde o fim de junho.

Por que o crime teria ocorrido?

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta uma divergência sobre a rescisão do contrato de trabalho como motivação para o crime. Segundo o delegado Tadeu Ricardo de Castro, havia um conflito sobre os valores devidos à cozinheira.

A investigação indica que Berenice pretendia realizar uma rescisão amigável e receber cerca de R$ 4 mil. No entanto, a empresária Eliane Alves dos Santos teria afirmado que o pagamento de aproximadamente R$ 900 já havia sido efetuado em dinheiro.

A autoridade policial destacou que a empresária não apresentou nenhum comprovante que atestasse esse pagamento. Embora a disputa trabalhista seja a hipótese principal, a polícia informou que não descarta outras motivações e continua apurando novas linhas de investigação.

Como está o andamento do caso?

A Polícia Civil trabalha agora com a suspeita de que Berenice não agiu sozinha. O delegado afirmou que existe a possibilidade de que pelo menos uma outra pessoa tenha participado do processo de ocultação do corpo na região de Angra dos Reis.

A empresária é suspeita de matar a funcionária e deverá prestar um novo depoimento nos próximos dias. Esse novo interrogatório ocorrerá antes que a fase atual do inquérito policial seja concluída pelas autoridades.

Berenice Ramos de Aguiar estava desaparecida desde o dia 30 de junho, quando deixou o restaurante onde trabalhava, localizado em Ubatuba (SP). O desaparecimento gerou buscas intensas no litoral.

O reconhecimento inicial da vítima foi realizado pelo próprio filho de Berenice, que identificou o corpo por meio de uma tatuagem. O Instituto Médico Legal (IML) segue responsável pelos exames necessários para a conclusão da identificação oficial.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.