Homem de 29 anos é morto a tiros durante ação da Polícia Militar em Itaguara
Parentes de André Alevi dos Santos Teixeira afirmam que militares entraram na residência errada e confundiram a vítima com alvo de mandado
Por Redação Diário Local
Um homem de 29 anos, identificado como André Alevi dos Santos Teixeira, morreu a tiros durante uma ação da Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (4), em Itaguara, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O incidente ocorreu por volta das 6h, no bairro Vista Alegre, enquanto a vítima se preparava para ir ao trabalho.
A Polícia Militar informou que realizou os disparos porque André estaria armado e representava uma ameaça durante a abordagem. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o homem não possuía registro de passagem pelo sistema prisional.
A família de André contesta a versão dos militares e afirma que ele não portava nenhuma arma. De acordo com os parentes, os policiais teriam entrado na residência errada e confundido a vítima com outra pessoa que era o verdadeiro alvo de um mandado de prisão.
A advogada Rafaela Pontes, que representa os familiares, esclareceu que não havia mandado de prisão ou de busca e apreensão contra André. Segundo a defesa, a ordem judicial era destinada a um indivíduo chamado Gustavo, morador de uma casa vizinha e suspeito de envolvimento com drogas.
A defesa informou que pretende acionar o Ministério Público para solicitar o afastamento dos policiais envolvidos na operação. A prima da vítima, Sonilma Aparecida Batista, relatou que a confusão aconteceu no momento da entrada na casa, impedindo que o homem pudesse se explicar.
O tio de André, Fabiano dos Santos, também negou a presença de armamento no local. Ele afirmou que o sobrinho nunca teve contato com revólveres e contestou a versão policial de que um calibre .38 teria sido encontrado.
Segundo o pai da vítima, Marcelino Teixeira, o filho mantinha a mesma rotina de trabalho em uma fábrica de móveis há mais de 15 anos. Ele relatou que André estava sozinho em casa, organizando-se para sair para o serviço, quando os agentes chegaram.
André deixa um filho de 3 anos. A investigação deve apurar as circunstâncias da abordagem e a validade das informações que levaram os policiais até a residência da vítima.
