Polícia investiga morte de sobrinha do cantor Milionário em São Paulo
Sobrinha do cantor Milionário morreu aos 22 anos em Mogi Mirim; lesões incompatíveis com queda de moto geram suspeitas.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Fernanda, de 22 anos, sobrinha do cantor Milionário, ocorrida em Mogi Mirim (SP). Embora o caso tenha sido inicialmente tratado como um acidente de moto, a natureza das lesões identificadas levantou suspeitas que motivaram a apuração policial.
De acordo com relatos de testemunhas, a jovem perdeu o controle da motocicleta sem motivo aparente. Um motociclista que seguia atrás do veículo sugeriu que Fernanda poderia ter sofrido um mal súbito durante o trajeto.
O laudo oficial apontou um aneurisma agudo como a causa do óbito. No entanto, o documento ressalta que não descarta a possibilidade de que os ferimentos físicos tenham ocorrido antes de a jovem sair de casa.
O que dizem os médicos e familiares
A natureza dos ferimentos é um dos pontos centrais da investigação. Médicos que realizaram o atendimento inicial constataram lesões internas graves, que não seriam compatíveis com uma queda comum de motocicleta.
A tia da jovem, Rosângela Piza, informou que Fernanda apresentava fraturas na face, braços e mandíbula, além de rompimento no fígado e no abdômen. Segundo o relato da familiar, profissionais de saúde que acompanharam o caso questionaram a compatibilidade dos machucados com o acidente de trânsito.
A Prefeitura de Mogi Mirim também informou, em nota, que exames aprofundados identificaram lesões na face e em órgãos internos que não haviam sido constatadas no primeiro momento.
Investigação e histórico
A Polícia Civil trabalha agora com a análise de imagens das câmeras de segurança do condomínio onde Fernanda residia com o marido, Geovane. O trajeto que a jovem realizava para entregar compras não incluía o local onde o acidente aconteceu, o que é um dos pontos de dúvida sobre a versão apresentada pelo companheiro.
Amigos da vítima relataram que, embora não houvesse denúncias de agressão contra o marido, o relacionamento passava por instabilidades. Familiares também mencionaram dificuldades para acessar os pertences e documentos da jovem após o falecimento.
