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Justiça

Pai de Luísa Lopes reage à condenação de motorista que causou morte da estudante

Ivan Lopes declarou que a decisão do Tribunal do Júri traz resposta à sociedade, mas destacou a saudade da filha de 24 anos.

Por Redação Diário Local

O pai da estudante Luísa Lopes, Ivan Lopes, afirmou nesta sexta-feira (7) que a condenação da corretora Adriana Felisberto Pereira representa uma resposta esperada pela sociedade. Apesar do sentimento de justiça, o familiar destacou que a decisão não diminui a dor pela perda da filha de 24 anos.

Em mensagem divulgada, Ivan descreveu o legado da jovem como alguém de "luz própria", ressaltando que ela era uma pesquisadora e mulher engajada em diversos movimentos sociais. Ele também agradeceu o apoio de amigos e familiares que acompanharam o processo para que a justiça fosse feita.

A condenação ocorreu na tarde de quinta-feira (6), após decisão do Tribunal do Júri. Adriana Felisberto Pereira foi sentenciada a 28 anos de prisão pelo atropelamento que resultou na morte de Luísa Lopes.

A pena aplicada consiste em 26 anos e 10 meses de reclusão pelo crime de homicídio consumado. Além disso, a corretora recebeu dois anos de detenção por embriaguez ao volante, além do pagamento de dez dias-multa.

Como parte da sentença, a motorista também teve o direito de dirigir suspenso. O caso envolveu um acidente ocorrido na noite de 15 de abril de 2022, na Avenida Dante Michelini, em frente ao Clube dos Oficiais, em Vitória.

Na ocasião, Luísa estava em uma bicicleta quando foi atingida pelo carro conduzido por Adriana. Imagens de sistemas de videomonitoramento registraram o momento exato da colisão entre o veículo e a estudante.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Urbana de Vitória, a estudante teria atravessado a via fora da faixa de pedestres enquanto o sinal estava aberto para os veículos. O acidente gerou grande repercussão na capital capixaba.

Segundo investigações da polícia, a motorista apresentava sinais de embriaguez no momento do atropelamento, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro. Na época do ocorrido, Adriana foi presa em flagrante, mas liberada após o pagamento de uma fiança de R$ 3 mil.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.