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Segurança

MP denuncia pai e três filhos por chacina em Icaraíma e revela uso de bunkers para esconder crimes

Denúncia aponta que os crimes foram motivados por dívida de R$ 255 mil e incluiu ocultação de cadáver e fraude processual

Por Redação Diário Local

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou um pai e seus três filhos como responsáveis pelos homicídios de quatro homens em uma propriedade rural em Icaraíma, no Noroeste do Paraná. A denúncia, divulgada nesta quarta-feira (4), aponta crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada.

Os quatro acusados estão presos preventivamente. Segundo as investigações, as vítimas foram mortas em 5 de agosto de 2025, após serem atraídas para uma emboscada. O crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 255 mil relacionada a uma negociação de terreno que não teria sido quitada.

As vítimas, identificadas como Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, foram atingidas por disparos de arma de fogo. Alencar era morador da cidade, enquanto os outros três eram de São Paulo e viajaram ao Paraná para realizar a cobrança do débito.

Como funcionavam os crimes e os bunkers?

A denúncia revela que o grupo atuava como uma associação criminosa armada desde, pelo menos, dezembro de 2023. Além dos homicídios, os envolvidos estariam ligados a fraudes patrimoniais imobiliárias, adulteração de veículos e movimentações financeiras clandestinas.

Um dos detalhes mais relevantes da investigação é a existência de estruturas subterrâneas de alvenaria, chamadas de bunkers, construídas em propriedades rurais para servirem de esconderijo. Em 12 de setembro de 2025, a Polícia Civil localizou um veículo Fiat Toro utilizado pelas vítimas enterrado em uma dessas estruturas, apresentando marcas de tiros e vestígios de sangue.

Após 44 dias de buscas, os corpos dos homens foram encontrados em uma área rural na madrugada de 19 de setembro de 2025. A identidade das vítimas foi confirmada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) no dia seguinte, por meio de exames de necropapiloscopia.

Quais as acusações e pedidos de indenização?

O Ministério Público sustenta que os homicídios possuem quatro qualificadoras: motivo torpe, emprego de meio cruel, uso de emboscada e utilização de armas de fogo de uso restrito. Os denunciados também são acusados de fraude processual por tentarem apagar dados e alterar sistemas de celulares apreendidos para dificultar a perícia.

Além das penas criminais, o MPPR solicitou à Justiça a fixação de um valor mínimo de R$ 500 mil para reparação de danos morais e materiais aos familiares de cada uma das quatro vítimas. O montante deverá ser analisado pelo Judiciário.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.