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Segurança

Mulher morre baleada por policial militar em Pirituba após apresentar comportamento alterado

Ocorrência aconteceu na zona norte da capital; policial que efetuou os disparos foi preso em flagrante e responderá por homicídio.

Por Redação Diário Local

Uma mulher que apresentava comportamento alterado e portava uma faca morreu após ser baleada por um policial militar na tarde desta quinta-feira (15), em Pirituba, zona norte de São Paulo. O episódio ocorreu no Parque São Domingos, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

O policial militar que efetuou o disparo contra a mulher foi preso em flagrante e encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A unidade investigará todas as circunstâncias do caso, e a arma do agente foi apreendida para passar por perícia.

A Secretaria da Segurança Pública informou que um inquérito foi aberto e contará com o acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar. Em nota, a pasta afirmou que não tolera desvios de conduta. O local do ocorrido foi preservado pelas equipes até a chegada dos peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal.

De acordo com as diretrizes para situações de surto, o protocolo da Polícia Militar prevê a priorização do diálogo e da preservação da vida, com o acionamento de apoios especializados e profissionais de saúde sempre que possível. No entanto, a norma estabelece que, diante de ameaça iminente à vida de policiais ou de terceiros, a intervenção imediata com uso de arma de fogo pode ser necessária como último recurso.

Esta é a terceira morte de pessoa em surto por intervenção da Polícia Militar em menos de 15 dias na capital paulista. A ocorrência em Pirituba soma-se a outros dois casos de homens mortos em um intervalo de apenas uma semana.

Na Vila Dionísia, zona norte, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi morto após a PM realizar 24 disparos. Na zona sul, no bairro de Moema, o jovem Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após ser atingido por 27 tiros, em uma ação que contabilizou 45 disparos efetuados pelos agentes.

No caso de Gustavo, imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que o jovem se movimenta até se esconder atrás de uma parede e, em seguida, aponta um celular na direção dos policiais antes de ser baleado. Pelo menos seis policiais aparecem nas gravações no momento dos disparos. As armas utilizadas e o celular da vítima foram apreendidos para perícia.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (13), que a abordagem de Gustavo foi uma ação legítima e seguiu os protocolos da corporação. As polícias Civil e Militar seguem investigando as circunstâncias das mortes, incluindo a análise das imagens registradas pelas câmeras das fardas dos policiais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.