Diário Local
Meio Ambiente

Governo de Minas destrói motosserras, redes de pesca e 2,7 toneladas de carvão apreendidos

Ação conjunta entre Semad e Polícia Militar inutiliza materiais sem viabilidade de doação ou reaproveitamento em diversas regiões do estado

Por Redação Diário Local

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em conjunto com a Polícia Militar de Meio Ambiente, destruiu motosserras, redes de pesca, armadilhas para animais e 2,7 toneladas de carvão vegetal apreendidos em fiscalizações pelo estado de Minas Gerais. A ação foi realizada nesta sexta-feira (16) para inutilizar materiais que não poderiam ser doados ou reaproveitados.

As inutilizações ocorreram em diferentes regiões mineiras após a conclusão definitiva dos processos administrativos de infração. A medida segue o que determina a legislação ambiental para bens apreendidos que não apresentam viabilidade de uso ou doação.

A iniciativa tem como objetivo impedir que os equipamentos voltem a ser utilizados em novos crimes ambientais. Além disso, a medida visa reduzir os custos públicos com armazenamento e liberar espaço nos depósitos das unidades regionais de fiscalização.

A subsecretária de Fiscalização Ambiental da Semad, Vanessa Hilário, explicou que manter os materiais guardados por longos períodos gera despesas superiores ao próprio valor dos bens. Segundo a subsecretária, o armazenamento prolongado também apresenta riscos de deterioração dos itens.

Na região do Alto São Francisco, com sede em Divinópolis, o procedimento resultou na destruição de 76 motosserras e 1,7 tonelada de carvão vegetal, dividida em cerca de 750 pacotes. Foram inutilizados ainda 104 objetos usados no cativeiro e na captura de animais, como gaiolas, viveiros, alçapões e armadilhas.

No Norte de Minas, na regional de Montes Claros, foram descartados 141 redes de pesca, 23 tarrafas e uma tonelada de carvão vegetal, organizada em 301 pacotes. Somados, os equipamentos de pesca descartados nessa região totalizaram cerca de duas toneladas de materiais.

A destruição de apetrechos de pesca também atingiu o Alto Jequitinhonha, com sede em Diamantina, onde a fiscalização inutilizou 604 itens, entre redes, molinetes, caniços, anzóis e tarrafas. No Triângulo Mineiro, 67 motosserras foram totalmente desmontadas.

Os componentes plásticos, metálicos e as partes contaminadas com combustível passaram por uma triagem prévia em Uberlândia. Após o processo, foram encaminhados para fusão em alto-forno na cidade de Contagem, com o apoio de empresas parceiras para garantir o descarte ecológico e seguro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.