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Trabalho Infantil

Brasil registra menor número de crianças em trabalho infantil perigoso desde 2016

Número de crianças e adolescentes em ocupações perigosas caiu para 525 mil em 2025, o menor nível da série iniciada em 2016, segundo o IBGE.

Por Redação Diário Local

O Brasil registrou em 2025 o menor número de crianças e adolescentes em ocupações classificadas como as piores formas de trabalho infantil desde o início da série histórica, em 2016. Segundo dados da pesquisa Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (16), o contingente de menores em atividades de risco atingiu 525 mil pessoas.

O índice representa uma queda de 6,3% em relação aos 560 mil casos registrados em 2024. Apesar do recuo, essas ocupações ainda abrangem 36,2% dos jovens de 5 a 17 anos que exercem atividades econômicas no país — o que representa mais de um terço do total de trabalhadores nessa faixa etária.

Em 2016, o cenário era mais crítico, com 51,3% das crianças e adolescentes trabalhadores inseridos nessas funções. Desde então, a redução acumulada na proporção dessas ocupações foi de 15,1 pontos percentuais.

Quais são as faixas etárias mais afetadas?

As piores formas de trabalho infantil são mais frequentes entre os trabalhadores mais novos. Entre as crianças de 5 a 13 anos que exercem atividades econômicas, 72,2% estão enquadradas nessas ocupações de risco.

A proporção diminui conforme a idade avança: entre os adolescentes de 14 e 15 anos, o índice é de 41,2%, enquanto entre os de 16 e 17 anos, chega a 31,6%. No entanto, em números absolutos, os adolescentes de 16 e 17 anos são a maioria no grupo das piores formas, pois compõem o maior volume de trabalhadores nessa faixa.

O que define o trabalho infantil perigoso?

O levantamento utiliza a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (TIP), que agrupa atividades que oferecem riscos ao desenvolvimento físico, mental, social ou moral dos menores, além de poder interferir na frequência escolar.

Entre as atividades listadas estão a produção de fumo, cana-de-açúcar e algodão, a extração de minérios, o manuseio de explosivos e inflamáveis, além da operação de tratores e máquinas agrícolas motorizadas.

A legislação brasileira proíbe o trabalho infantil. Para menores de 13 anos, qualquer atividade é vedada. Entre 14 e 15 anos, o trabalho só é permitido na condição de aprendiz. Já para jovens de 16 e 17 anos, o trabalho é permitido apenas com carteira assinada, sendo proibidas atividades perigosas, irregulares ou em horário noturno.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.