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Segurança

Polícia Federal busca irmão de investigados em esquema de narcotráfico na fronteira

Nasser Haidar, investigado na Operação Ifrit, é apontado como parte da cúpula de organização criminosa na fronteira

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal busca Nasser Haidar, de 61 anos, investigado como integrante da cúpula de uma organização criminosa de narcotráfico na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. O homem, conhecido como “Nana”, tem um mandado de prisão preventiva em aberto expedido pela Justiça Federal no âmbito da Operação Ifrit.

Nasser é irmão de Adel Hassan Haidar e Bassan Hassan Haidar, apontados pela Polícia Federal como os comandantes do esquema. Os dois irmãos já estão presos. A investigação aponta que o grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos na região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

A ordem de prisão contra Nasser foi determinada no dia 13 de outubro (13), pelo juiz federal Felipe Bittencourt Potrich, da 3ª Vara Federal de Campo Grande. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) com base nos dados apurados pela Polícia Federal.

Segundo a investigação, Nasser é suspeito de crimes relacionados ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal realizou buscas por ele tanto em Ponta Porã quanto em Campo Grande, cidade onde ele mantém um apartamento.

A organização criminosa mantinha uma estrutura profissionalizada com divisão de tarefas, que incluía operadores financeiros e segurança armada. O grupo também utilizava veículos blindados e drones para monitorar e dificultar a atuação das autoridades policiais.

De acordo com a Polícia Federal, drogas e armas eram adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai para abastecer o mercado brasileiro. Parte dos carregamentos de entorpecentes também seguia para a Europa, com destino principal aos países Espanha e Portugal.

A Operação Ifrit expediu um total de 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. As medidas alcançam o Mato Grosso do Sul e outros seis estados brasileiros.

As ordens judiciais também atingiram cerca de 160 imóveis e mais de 150 veículos vinculados ao grupo. Além disso, a Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 300 milhões em contas bancárias de pessoas implicadas no esquema.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.