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Instituto Rio Metrópole

Juiz critica situação do Rio de Janeiro em operação contra corrupção no Instituto Rio Metrópole

Em decisão sobre a Operação Ouroboros, magistrado afirma que o estado enfrenta um cenário de aparelhamento e sangria de verbas públicas

Por Diário Local

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Ouroboros para investigar um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia ligada ao governo do estado. A ação resultou na prisão de seis pessoas envolvidas em supostas irregularidades no órgão.

A operação busca desarticular um esquema que, segundo a investigação, envolveria o uso indevido de verbas públicas e apadrinhamentos dentro da autarquia estadual. As prisões foram determinadas pelo juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.

Em decisão que expediu os mandados, o magistrado afirmou ser essencial o alinhamento entre as instituições para "dedetizar e sanitizar" o Estado do Rio de Janeiro. O juiz descreveu um cenário de "aparelhamento espúrio" e sangria de recursos que teria levado a administração pública à bancarrota.

O magistrado utilizou termos fortes para classificar a gravidade da situação investigada. Segundo Rubioli, o estado chegou ao "fundo do poço" e o esquema descoberto funcionaria como uma "caixa de gordura" dentro da estrutura pública.

Quem são os presos pela operação?

Entre os seis detidos nesta quinta-feira está o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. Também foi preso o delegado e diretor do instituto, Franquis Dias Nepomuceno, apontado como proprietário da empresa de vigilância Rioforte.

A lista de presos também inclui Mauricio Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). Outro detido é Marcelo Lopes da Silva, que atua como procurador do estado e foi ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole.

As autoridades também efetuaram a prisão de Amanda Íthala Santos da Paschoa, gestora de contratos do IRM. Além dela, foi presa Caroline Soares Barros, ex-fiscal da autarquia e fundadora do Instituto Bio, empresa que prestava serviços como subcontratada do órgão.

A investigação agora deve avançar para apurar a extensão dos desvios e o nível de participação de cada um dos envolvidos no esquema. O MPRJ trabalha para identificar o impacto das ações criminosas nos cofres públicos do governo do estado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.