Polícia Civil deflagra operação contra grupo especializado em roubo e desmanche de motos
Ação da Polícia Civil mira organização criminosa que atuava no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais para furtar e desmontar veículos.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta sexta-feira (14), a Operação Divisa para desarticular uma organização criminosa especializada em furtos e roubos de motocicletas. O grupo, que atuava no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais, é suspeito de subtrair quase 100 veículos em um período de aproximadamente um ano e meio.
A ofensiva é coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) e mira uma estrutura organizada com divisão clara de tarefas. O esquema contava com executores dos crimes, responsáveis pelo apoio logístico, transporte, ocultação e desmanche dos veículos, além de receptadores e comerciantes de peças.
A investigação identificou que os criminosos utilizavam motocicletas de apoio para realizar os delitos. Em geral, os envolvidos se deslocavam em dois ou mais veículos, de modo que um integrante conduzia a moto de apoio enquanto o outro executava a subtração do veículo alvo.
Para burlar os sistemas de segurança, o grupo utilizava ferramentas como chaves do tipo "micha", alicates e barras metálicas para romper a ignição e cadeados. Após o crime, os suspeitos fugiam do local utilizando simultaneamente a motocicleta furtada e os veículos de apoio.
As motocicletas eram encaminhadas para locais de ocultação em Santa Maria (DF), Cidade Ocidental (GO) e Luziânia (GO). Após passarem um período escondidas, as motos eram desmontadas para que as peças fossem comercializadas clandestinamente por aplicativos de mensagens e redes sociais.
A Polícia Civil emitiu mandados de prisão preventiva contra 12 investigados. As buscas contemplam 15 residências e estabelecimentos comerciais em cidades como Cidade Ocidental (GO), Luziânia (GO), Valparaíso de Goiás (GO), no Distrito Federal, e em São Gotardo (MG).
De acordo com a PCDF, a organização demonstrava resistência às ações policiais, mantendo as atividades mesmo após prisões em flagrante e apreensões de veículos. A necessidade das medidas cautelares foi reforçada pela capacidade de recomposição e continuidade do grupo criminoso.
A apuração teve início após a identificação de uma repetição de furtos com o mesmo modo de agir (modus operandi). Entre os elementos que fundamentaram a investigação estão imagens de sistemas de segurança, monitoramento policial, cruzamento de vínculos e dados de leitura automática de placas (OCR).
