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Segurança

Câmeras registram momento em que pai abandona carro com filhas mortas em São Paulo

Gravação de segurança mostra Breno de Souza Castro retirando objetos do porta-malas antes de deixar veículo onde crianças foram encontradas

Por Redação Diário Local

Câmeras de segurança registraram o momento em que Breno de Souza Castro, de 24 anos, desembarcou de um veículo e retirou itens do porta-malas antes de abandonar o carro em uma via pública em São Paulo. O veículo utilizado no crime apresentava o vidro traseiro quebrado e o airbag acionado.

O homem confessou à Polícia Civil ter matado as filhas, de 3 e 5 anos, por asfixia. De acordo com as investigações, o crime foi motivado pelo fato de o investigado não aceitar o fim do relacionamento com a mãe das crianças, ocorrido em março.

Breno procurou o 48º Distrito Policial (DP), da Cidade Dutra, na manhã de domingo (10), para relatar o assassinato das meninas e informar a localização do carro. Antes disso, ele havia dito à família que levaria as filhas ao Museu do Ipiranga, na zona sul da capital paulista.

Como ocorreu o crime?

Segundo o relato da Polícia Civil, o crime aconteceu após Breno ver uma foto da ex-companheira ao lado de amigas em uma rede social, no sábado (8). Após o registro, ele enviou mensagens à mulher afirmando que ela não veria mais as filhas.

A mãe das crianças, que manteve um relacionamento de oito anos com o investigado, buscou as filhas para um final de semana com o pai na última sexta-feira (7). Na tarde de sábado (8), o homem saiu de casa com as duas meninas, mas não retornou.

A mulher chegou a acionar a Polícia Militar e foi informada sobre a morte das filhas na delegacia. Em redes sociais, a mãe lamentou a perda das crianças e relatou que já havia recebido mensagens de Breno avisando que veria as filhas pela última vez.

Indiciamento e prisão

A Polícia Civil indiciou Breno por homicídio com quatro qualificadoras: asfixia, motivo fútil, crime contra menores de 14 anos e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele também é acusado de violência doméstica.

A investigação classificou o caso como vicaricídio, crime cometido com o objetivo de atingir ou punir outra pessoa — neste caso, a mãe das meninas. Diante da natureza hedionda do crime, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do acusado e descartou a possibilidade de fiança ou liberdade provisória.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.