MPRJ pede prisão preventiva de vereador de São João de Meriti por descumprir medidas cautelares
Ministério Público alega que Ernane Aleixo descumpriu ordens judiciais ao participar de encontro com políticos e empresários na última semana
Por Redação Diário Local
O Ministério Público do Rio (MPRJ) pediu a prisão preventiva do vereador de São João de Meriti, Ernane Aleixo (PL), acusado de descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. O órgão alega que o parlamentar participou de um encontro com políticos e empresários do município na semana passada.
Ernane Aleixo é investigado por supostas ligações com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). De acordo com as investigações, o político forneceria apoio e recursos públicos para a construção de barricadas no bairro de Vilas dos Teles, em São João de Meriti.
Em janeiro deste ano, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio permitiu que o vereador respondesse ao processo em liberdade, mas impôs medidas cautelares. Entre as regras, está o afastamento da função pública e de todas as prerrogativas do cargo, mantendo apenas a remuneração.
O que diz a defesa do vereador
A defesa de Ernane Aleixo afirmou que o vereador foi convidado pelo prefeito de São João de Meriti para participar de um almoço com empresários da cidade. Segundo os advogados, o encontro não possuía finalidade política e não estava relacionado às funções do cargo.
Com base nesse argumento, os advogados sustentam que não houve o descumprimento das medidas cautelares vigentes. O texto da defesa também ressalta que o parlamentar compareceu a uma audiência realizada nesta quarta-feira (12) no Fórum de São João de Meriti.
Investigação e antecedentes
O parlamentar foi preso em novembro do ano passado durante a Operação Muro de Favores, da Polícia Civil. A operação investigou a relação entre agentes públicos e membros do TCP.
Materiais obtidos pela polícia indicam que o vereador teria oferecido apoio logístico para a criação de barreiras físicas na região. Além disso, a investigação aponta a negociação de vagas de emprego em troca de suporte político.
Mesmo afastado das atividades na Câmara Municipal, o vereador continua recebendo a remuneração de R$ 18 mil. Em oito meses, o parlamentar recebeu cerca de R$ 144 mil, segundo os dados apurados.
