Pai solo em Uberlândia assume criação de filho após morte da esposa em 2024
Marcel Zanata passou a ser a única referência de Breno após morte de Geovana Melo Nunes por embolia em dezembro de 2024
Por Redação Diário Local
Marcel Zanata, de 37 anos, assumiu a criação integral do filho, Breno, após a morte da esposa, Geovana Melo Nunes, na véspera de Natal de 2024, em Uberlândia (MG). Geovana faleceu aos 36 anos em decorrência de uma embolia ocorrida durante a recuperação de uma cirurgia para correção de escoliose.
Com a perda da companheira, com quem conviveu por 14 anos, Marcel passou a concentrar responsabilidades que anteriormente eram compartilhadas ou centralizadas em Geovana, como o acompanhamento escolar, a organização de consultas médicas e a gestão da rotina diária da criança.
Como funciona a nova rotina
O pai passou a acompanhar todas as etapas do desenvolvimento de Breno, que na época da morte da mãe tinha 3 anos. Entre as atividades, Marcel passou a cuidar da alimentação, levar o filho para as aulas de natação e participar ativamente das reuniões escolares.
A dinâmica de cuidados exigiu uma adaptação na percepção de necessidades do filho. Marcel relatou que passou a observar detalhes cotidianos, como mudanças no padrão de respiração durante o sono ou alterações de humor e irritabilidade, para garantir o bem-estar de Breno.
O apoio familiar e o trabalho
Para manter o emprego como supervisor regional de vendas, que demanda viagens frequentes, Marcel optou por retornar para a casa dos pais, Marcelo e Beatriz. A estrutura familiar permitiu que ele conciliasse as exigências profissionais com a presença constante na criação do filho.
A convivência com os avós tornou-se um pilar para a reorganização da vida de Marcel. Além do suporte prático, ele destacou a importância de reservar momentos para o autocuidado, como a prática de exercícios físicos, para conseguir manter o equilíbrio emocional necessário para a paternidade.
O impacto no desenvolvimento do filho
Breno precisou passar por acompanhamento psicológico durante cerca de um ano após o falecimento da mãe, devido a um comportamento mais introspectivo e à dificuldade de falar sobre sentimentos de tristeza. Atualmente, o menino já recuperou a personalidade comunicativa.
Marcel mantém a memória da esposa presente na vida do filho por meio de relatos e histórias da família. O pai afirma que o foco atual é garantir que Breno cresça compreendendo o legado da mãe e recebendo todo o suporte necessário em cada etapa da infância.
