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Justiça aceita denúncia e torna pastor réu por suposta fala sobre diretor da Câmara em Nova Odessa

Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público sobre declarações feitas em reunião com autoridades municipais.

Por Redação Diário Local

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra o pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa, no interior paulista. A decisão baseia-se na suspeita de que o ex-secretário teria afirmado que o município precisaria de oração em razão da gestão de um funcionário da Câmara Municipal.

A juíza Melina Alonso Scherma Locatelli, da 1ª Vara Judicial de Nova Odessa, justificou a aceitação da denúncia ao afirmar que a materialidade do possível crime está comprovada nos autos. Segundo a magistrada, existem indícios de autoria e a denúncia descreve as circunstâncias dos fatos criminosos.

De acordo com a Promotoria, o episódio teria ocorrido na sexta-feira (17) de janeiro de 2025. Na ocasião, o então secretário participava de uma reunião com autoridades e lideranças religiosas no gabinete do prefeito municipal.

A investigação aponta que as declarações de Lima estariam direcionadas a Lucas Camargo Donato, que na época era recém-empossado no cargo de diretor geral da Câmara Municipal. O caso motivou a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) no município.

Após os desdobramentos do episódio, o pastor foi exonerado do cargo de secretário-adjunto de Governo. A decisão de exoneração foi publicada no Diário Oficial do município na terça-feira (13) de maio de 2025.

Em nota, Moises de Jesus Lima negou as acusações e afirmou que não fez as declarações citadas. O ex-secretário alegou que não existem registros em áudio ou vídeo que comprovem o ocorrido e classificou o processo como uma perseguição de cunho religioso e político.

O pastor declarou ainda que sempre manteve um bom relacionamento profissional com Lucas Camargo Donato e que ambos trabalhavam juntos. Segundo Lima, a situação teria como objetivo a ocupação do cargo de chefe de gabinete que ele exercia.

Em seu posicionamento, o ex-secretário afirmou ser um homem de família e que as acusações são uma inverdade. Ele ressaltou que a oração realizada na reunião destinava-se a todas as secretarias existentes no município.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.