Pecuarista suspeito de matar ex-companheira é achado morto com carta e dinheiro em SP
Corpo de João Roberto Bolelli foi localizado com carta manuscrita e cerca de R$ 15 mil; família alega sumiço de R$ 100 mil.
Por Redação Diário Local
O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi encontrado morto em uma área de mata em Rifaina (SP). O corpo foi localizado na manhã de segunda-feira (2) em uma fazenda, e a Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita.
De acordo com o boletim de ocorrência, foram encontrados com o corpo uma carta escrita à mão, um celular, um relógio, a chave de uma caminhonete e R$ 14.926 em espécie. Próximo ao local, os policiais militares também apreenderam uma munição de revólver calibre .38 intacta, mas nenhuma arma foi localizada no ponto da localização.
O que se sabe sobre a morte do pecuarista?
A causa da morte de Bolelli ainda não foi confirmada oficialmente por laudo pericial. Embora a defesa do investigado tenha mencionado informações informais sobre um possível infarto, alegando que ele possuía diabetes e tratava problemas cardíacos, o laudo prévio indicado pela família apontou uma causa desconhecida.
O corpo será encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) de Franca (SP) para perícia. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou os itens apreendidos, mas não detalhou o conteúdo da carta manuscrita nem informou se o suposto desaparecimento de valores relatado pela família do investigado está sendo apurado.
Por que há divergência sobre valores e veículos?
A advogada da família de Bolelli afirmou que cerca de R$ 100 mil em espécie desapareceram. Segundo a defesa, o montante encontrado com o corpo não corresponde a esse valor, sendo parte de uma quantia que o pecuarista teria levado a um leilão. A representação jurídica pretende comunicar o desaparecimento à polícia após o enterro.
Por outro lado, o advogado de Priscila Custodio afirmou que a história do dinheiro não aparece no inquérito policial. O caso envolve a devolução de uma caminhonete Hilux que teria sido utilizada pelo casal. Enquanto a defesa do pecuarista afirma que o veículo era emprestado, familiares da jovem sustentam que o uso do carro era alvo de conflito entre as partes.
As versões também divergem sobre a data em que a jovem teria saído da fazenda. O irmão de Priscila afirmou que ela retornou para Perdizes (MG) na quinta-feira (22), enquanto a defesa de Bolelli sustenta que ela saiu na sexta-feira (23), após uma viagem a Franca.
A investigação também apura o papel de outras pessoas mencionadas por testemunhas que teriam chegado ao local do crime em veículos diferentes. Até o momento, a identidade desses acompanhantes não foi confirmada pelas autoridades, e o conteúdo dos dados de um rastreador da caminhonete e do celular também deve ser analisado.
