Douglas Ruas confirma secretaria única de Segurança e pretende reduzir número de pastas no Rio
Governador eleito pretende reduzir secretarias estaduais de 31 para até 23 e defende teto de gastos para equilibrar contas.
Por Redação Diário Local
O governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), confirmou nesta terça-feira (3) que o estado adotará um modelo de Segurança Pública com uma única secretaria. A pasta será responsável pela coordenação das polícias Civil e Militar, cujos comandos ficarão subordinados ao titular da área.
O anúncio foi feito durante evento na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro. Ruas reforçou que a estrutura centralizada foi um compromisso assumido durante a pré-campanha e faz parte das propostas do plano de governo intitulado "Rio Real".
Redução de pastas e controle de gastos
Além da mudança na segurança, o governador eleito manifestou a intenção de reduzir o número de secretarias estaduais. A estrutura atual, que conta com 31 pastas, deve ser reduzida para um total entre 21 e 23 órgãos.
Para sustentar o plano de gestão, Ruas defendeu a criação de um teto de gastos a ser discutido na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). De acordo com o governador eleito, o objetivo é garantir que o crescimento das despesas estaduais acompanhe a evolução da receita, respeitando os limites constitucionais.
Ruas justificou a necessidade do controle fiscal argumentando que o desequilíbrio do estado não decorre de uma queda na arrecadação. Ele destacou que, desde 2023, a receita do Rio apresentou um aumento superior a 20%, mas as despesas cresceram em ritmo mais acelerado do que os ganhos.
Transição e planejamento estratégico
A transição de governo já começou a coletar dados junto às secretarias atuais. Maria Gabriela, que foi anunciada para assumir a Casa Civil e Governo, explicou que a equipe busca elaborar um diagnóstico da administração para planejar as ações do novo governo.
A proposta para a Casa Civil é que a pasta funcione como um centro de governo, focada em planejamento estratégico, integração de políticas públicas e acompanhamento de metas. A intenção é que a secretaria deixe de concentrar atividades executivas e passe a atuar como um braço de coordenação para as demais pastas.
Entre as prioridades estabelecidas para o início da gestão estão a segurança pública, o apoio aos municípios e políticas voltadas para as mulheres. A equipe de transição já iniciou reuniões sobre temas como emergências climáticas e modelagens com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
