Diário Local
Espírito Santo

Governo Federal libera atividades pesqueiras na foz do Rio Doce após dez anos de proibição

Atividade estava proibida desde 2016 devido aos riscos de contaminação após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Por Redação Diário Local

O Governo Federal liberou, nesta segunda-feira (26), as atividades pesqueiras na área marinha próxima à foz do Rio Doce, localizada entre Aracruz e Linhares, no Norte do Espírito Santo. A autorização foi estabelecida por meio de uma portaria conjunta do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

A atividade pesqueira na região estava proibida desde 2016. A restrição foi determinada por uma decisão judicial devido aos riscos de contaminação na área após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), evento ocorrido em novembro de 2015.

A nova norma determina que a retomada da pesca deve ser acompanhada de rigor técnico. Segundo a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 75, qualquer decisão futura sobre a manutenção, suspensão, abertura ou fechamento da atividade será fundamentada em dados e informações atualizadas sobre a região costeiro-marinha do Rio Doce.

O monitoramento para subsidiar essas decisões incluirá relatórios, publicações científicas e outras fontes pertinentes de análise ambiental. O texto da portaria prevê que o ordenamento da pesca poderá ser alterado a qualquer momento, conforme a necessidade de ajustes técnicos.

Para exercer a atividade profissional, o governo estabeleceu critérios de regularidade. Somente poderão atuar na região os pescadores e as embarcações de pesca que estiverem devidamente regularizados perante os órgãos competentes.

A liberação da pesca não interrompe os processos de reparação já em curso. A portaria salienta que a publicação da norma não afasta as obrigações de recuperação e monitoramento previstas no Acordo Judicial para Reparação Integral e Definitiva.

Esse acordo judicial refere-se especificamente aos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. Portanto, as medidas de reparação integral e definitiva permanecem vigentes e independentes da nova permissão para a pesca local.

O foco das autoridades permanece no equilíbrio entre a atividade econômica e a segurança ambiental. As decisões sobre a continuidade ou novos bloqueios na foz do Rio Doce dependerão, portanto, da evolução dos dados científicos coletados na costa capixaba.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.