PF fecha concessionária de luxo suspeita de lavar R$ 1 bilhão de tráfico de drogas em Osasco
Operação Commodity investiga grupo que enviou 6,5 toneladas de cocaína para a Europa e utilizava veículos de luxo para ocultar patrimônio
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) realizou o fechamento de uma concessionária de veículos de alto luxo em Osasco (SP) nesta quinta-feira (23), como parte da Operação Commodity. A empresa foi alvo de intervenção judicial sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.
As investigações apontam que uma organização criminosa é responsável pelo envio de cerca de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa desde 2021. O grupo utilizava uma estrutura sofisticada de ocultação de patrimônio para movimentar valores bilionários provenientes do crime.
Para esconder o dinheiro, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada, companhias que emitiam notas fiscais falsas, criptoativos, holdings, imóveis de alto padrão e veículos de luxo. A Justiça determinou o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas até o limite de R$ 1 bilhão.
Logística e métodos de transporte
Segundo a Polícia Federal, a organização estabeleceu uma rede logística com atuação na América do Sul, Europa e Ásia. O objetivo era o transporte de cocaína por meio de cargas marítimas destinadas ao mercado europeu.
Para camuflar os entorpecentes nas cargas exportadas, os criminosos utilizavam métodos como sacos de café, cimento e argamassa. Em casos mais complexos, a droga chegava a passar por um processo de adulteração química, sendo dissolvida em garrafas de refrigerante para evitar a detecção.
As apurações indicam que a organização criminosa mantinha conexões operacionais com as duas maiores facções criminosas em atividade no Brasil.
Mandados e estados alvo
A operação conta com o cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.
A ação faz parte da Missão Redentor II e recebeu o apoio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de São Paulo e Minas Gerais, contando com a atuação conjunta de policiais federais e estaduais.
