Polícia Federal deflagra operação contra rede que importava insumos para adulterar drogas
Operação Alquimia mira grupo que utilizava empresas de cosméticos e farmacêuticas como fachada para importar produtos químicos.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19), a Operação Alquimia para desarticular uma organização criminosa especializada na importação ilícita de insumos químicos. O objetivo do grupo era utilizar essas substâncias para a adulteração de drogas, técnica que aumenta o volume dos entorpecentes e eleva o lucro do tráfico.
As investigações apontam que o esquema contava com a participação de um farmacêutico, que teria a função de realizar o controle químico dos produtos. Com essa supervisão, os criminosos conseguiam manipular as substâncias de forma a render uma quantidade maior de drogas para a comercialização.
Para garantir a chegada das remessas internacionais sem levantar suspeitas, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada. A organização se valia de dados de terceiros e de empresas dos setores farmacêutico e de cosméticos para ocultar o recebimento dos insumos químicos vindos do exterior.
A ação policial ocorre na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nos municípios de Contagem e Ribeirão das Neves.
Com a deflagração da operação, a Polícia Federal busca interromper a cadeia de fornecimento dos insumos que alimentam a adulteração de drogas. O foco é cortar o fluxo de materiais que permitem o aumento da oferta de entorpecentes no mercado ilegal.
Além de combater o fornecimento, a PF trabalha para apreender bens e documentos que possam servir de prova. O material recolhido deve contribuir para o aprofundamento das investigações e ajudar a identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.
A operação foca na desarticulação completa da estrutura organizacional. A polícia busca compreender todo o funcionamento das transações internacionais e o uso das empresas de fachada para evitar novas importações ilícitas.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que analisa os dados obtidos durante os cumprimentos dos mandados para mapear a extensão do grupo e sua rede de influência nos setores de cosméticos e farmácia.
