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Segurança

Policial militar é preso por suspeita de morte da esposa em Embu das Artes

Justiça decretou prisão temporária de soldado após inconsistências em versão sobre morte de companheira com tiro na cabeça

Por Redação Diário Local

Um soldado da Polícia Militar de São Paulo foi preso nesta segunda-feira (7) por suspeita de envolvimento na morte de sua companheira, Larissa Cruz Morata, de 29 anos. A Justiça decretou a prisão temporária de Vinícius Costa Silva, de 26 anos, após identificar inconsistências na versão apresentada pelo militar sobre o falecimento da esposa.

Larissa foi encontrada morta com um ferimento de arma de fogo na cabeça na manhã de domingo (6), no banheiro da residência onde vivia com o investigado, no bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. No local, paramédicos localizaram a arma funcional do soldado, uma Taurus calibre .357 Magnum, posicionada sob o corpo da vítima.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações apontaram indícios de infração penal, dada a dinâmica dos fatos e os elementos colhidos preliminarmente. O investigado foi apresentado pela Corregedoria da Polícia Militar e encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital, ainda na tarde de segunda-feira (7).

O que diz a família

Apesar da tese de suicídio defendida pelo soldado, a família de Larissa contesta o ocorrido. A avó da vítima, Maria Aparecida Morata, afirmou que a neta não teria tirado a própria vida e acusou o companheiro pelo crime.

Segundo o relato da avó, o casal vivia em união estável há cerca de quatro anos e possuía um filho pequeno. Ela afirmou que Larissa tinha planos de vida e não apresentava sinais de querer encerrar o relacionamento, contestando a versão de que estariam em processo de separação.

Investigação e perícia

O caso é tratado pela Delegacia de Embu das Artes como morte suspeita. O boletim de ocorrência registrou que, nas horas que antecederam o fato, o casal teria conversado sobre o término da relação, mas a polícia ressaltou que não foi possível estabelecer com segurança a dinâmica do evento.

Para esclarecer a autoria e as circunstâncias do disparo, a polícia requisitou exames necroscópicos no Instituto Médico Legal (IML) para analisar o trajeto do projétil. Também foram solicitados exames residuográficos nas mãos de Larissa e de Vinícius para identificar vestígios de pólvora.

A arma, o carregador e as munições foram apreendidos e enviados ao Instituto de Criminalística (IC). A perícia técnico-científica também deve examinar o local onde o corpo foi encontrado para determinar a trajetória do tiro e a posição relativa da vítima e do armamento.

Defesa do soldado

Em nota, a defesa de Vinícius Costa Silva classificou a morte como uma "fatalidade" e reforçou que, desde o início, o investigado relatou às autoridades que a esposa cometeu suicídio.

O texto da defesa descreveu o episódio como uma tragédia dolorosa que atinge as famílias envolvidas e o filho do casal. O soldado informou à polícia que não presenciou o momento do disparo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.