Ato de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista reúne cerca de 28,5 mil pessoas, segundo monitor da USP
Comício de candidato à Presidência reuniu menos de 30 mil apoiadores em São Paulo, número abaixo das expectativas da organização
Por Redação Diário Local
O comício de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, realizado nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu cerca de 28,5 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP). O número ficou abaixo da mobilização de 100 mil apoiadores que era esperada pela organização do evento.
A contagem do monitor da USP considerou o momento de maior concentração de público, às 16h32, com uma margem de erro de aproximadamente 3,4 mil participantes. Com isso, o público real pode ter ficado entre 25,1 mil e 32 mil pessoas. Aliados do candidato apontaram que o tempo chuvoso e o frio influenciaram na presença de apoiadores.
O evento era tratado pela campanha como um teste de força a menos de 30 dias do primeiro turno das eleições. O público registrado foi menor do que o de manifestações anteriores do bolsonarismo em São Paulo, como em 2025, com 42,2 mil pessoas, e em 2024, com 45,4 mil participantes.
O que o candidato disse no discurso?
Durante a manifestação, Flávio Bolsonaro utilizou a figura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato afirmou em discurso que quem vota no petista também vota no ministro e criticou a possibilidade de novas indicações para o STF.
O candidato chamou a atuação de Moraes de "consórcio" com o governo federal e afirmou que entrará para a história por buscar o fim de uma "ditadura" do ministro. Ele também classificou as investigações sobre os atos do dia 8 de janeiro como farsa.
Flávio Bolsonaro ainda estabeleceu um paralelo com o atentado sofrido por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018. Ele chamou a condenação do ex-presidente pela trama golpista de "segunda facada".
Alertas sobre investigações
Em meio a vazamentos de investigações sobre o chamado caso Master, o candidato fez um aviso aos eleitores. Ele afirmou que uma "terceira facada" poderá ser tentada contra ele e seus aliados.
Segundo Flávio Bolsonaro, as tentativas de interferência nas eleições não terão sucesso. O candidato reforçou a postura de resistência contra as investigações lideradas pelo STF.
