Diário Local
Polícia Civil do Distrito Federal

Polícia Civil desarticula pirâmide financeira que movimentou milhões de reais

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu líderes de organização que usava falsas plataformas de investimento para aplicar golpes em empresários

Por Diário Local

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou, nesta quinta-feira (9/07), uma organização criminosa que operava um esquema de pirâmide financeira com movimentação de milhões de reais. A ofensiva, denominada Operação Quéops, identificou o uso de plataformas de investimentos internacionais falsas para enganar empresários e investidores.

De acordo com a investigação, o grupo utilizava anúncios patrocinados em redes sociais e consultores fictícios para atrair as vítimas. Os criminosos apresentavam uma suposta sede em São Vicente e Granadinas, no Caribe, para conferir credibilidade ao negócio, embora a empresa não possuísse autorização para operar no Brasil.

A operação foi coordenada pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV), da Coordenação de Repressão às Fraudes (CORF). Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão durante a ação.

Como funcionava o golpe?

Segundo a PCDF, o roteiro da fraude começava com o interesse gerado por propagandas na internet. Após o cadastro, as vítimas recebiam ligações de supostos consultores financeiros que orientavam o uso de aplicativos de mensagens específicos e a instalação de programas de acesso remoto, como o AnyDesk, para controlar os computadores dos investidores à distância.

Os criminosos simulavam operações lucrativas por meio de plataformas de gráficos, criando a falsa impressão de crescimento de patrimônio. Com a confiança estabelecida, as vítimas realizavam sucessivos aportes financeiros. No caso de uma empresária investigada, o prejuízo chegou a aproximadamente R$ 245 mil.

Sempre que os investidores tentavam sacar os recursos, o grupo exigia o pagamento de novas taxas ou impostos para liberar o dinheiro. Na realidade, os valores nunca eram destinados aos investimentos, mas sim direcionados para contas controladas pelos próprios investigados ou para empresas de fachada.

Investigação e prisões

A organização é suspeita de cometer os crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, lavagem de dinheiro e manutenção de pirâmide financeira. Os investigadores apontaram que o grupo possuía divisão de tarefas, com responsáveis pela captação de vítimas, atendimento, operação de plataformas e ocultação de valores via criptoativos.

Durante a operação, dois investigados apontados como líderes foram presos em Santa Maria (RS), enquanto um integrante responsável pela movimentação financeira foi capturado em Manaus (AM). A quebra de sigilo financeiro revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada de alguns envolvidos.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização, localizar novas vítimas e rastrear o destino final dos recursos desviados pela estrutura criminosa.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.