Polícia Civil intima mais de 200 pessoas para recuperação de celulares no Espírito Santo
Ação do Projeto Recupera enviou 160 intimações para apreensão de aparelhos com restrição e 60 para devolução a vítimas.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) realiza nesta sexta-feira (30) uma nova etapa do Projeto Recupera, focada na localização e devolução de celulares furtados e roubados no estado. Nesta edição, a corporação enviou 160 intimações para a apreensão de aparelhos com restrição criminal e 60 convocações para que vítimas possam retirar celulares que já haviam sido recuperados.
O objetivo da iniciativa é identificar pessoas que estejam em posse de equipamentos com restrição judicial. Segundo o chefe da Divisão de Inteligência da PCES, o delegado Sérgio Aurich, o trabalho consiste em localizar esses usuários e intimá-los a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a origem dos aparelhos.
O processo de convocação utiliza o aplicativo WhatsApp. De acordo com a polícia, a intimação chega por meio de um canal oficial do Governo do Estado, o que permite ao cidadão checar a autenticidade da mensagem antes de se deslocar para a unidade policial.
A polícia reforça que o comparecimento é obrigatório para quem recebe a ordem de devolução. O delegado-geral da PCES, Jordano Bruno, ressaltou que o descumprimento da convocação pode resultar em uma nova intimação para esclarecimentos e, dependendo das circunstâncias apuradas, o indivíduo poderá responder pelo crime de receptação.
O Projeto Recupera funciona como uma operação permanente da Polícia Civil, tendo sido criado em julho de 2024. A metodologia de trabalho envolve o uso de tecnologias de rastreamento e conta com o apoio de operadoras de telefonia e a integração com outras forças de segurança para aumentar a eficiência das buscas.
Desde o início das atividades, a operação já conseguiu recuperar um total de 2.136 aparelhos celulares no Espírito Santo. O balanço acumulado demonstra o impacto da medida tanto para o suporte às vítimas quanto para o controle de crimes patrimoniais.
Além de facilitar a restituição dos bens aos proprietários originais, a ação tem como um de seus pilares o combate direto ao mercado de aparelhos ilícitos. Ao identificar quem utiliza dispositivos com restrição, a polícia atua na desarticulação do ciclo de receptação no estado.
A continuidade das etapas do projeto busca dar celeridade ao processo de recuperação de bens e fortalecer a segurança pública por meio do cruzamento de dados tecnológicos e inteligência policial.
