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Carreira

Uso de foto no currículo pode prejudicar candidatura se não for necessária para a vaga

Especialistas alertam que o uso de imagem sem necessidade profissional pode gerar vieses e passar imagem de falta de cuidado

Por Redação Diário Local

O uso de foto no currículo pode ser um diferencial ou um obstáculo para quem busca uma vaga de emprego. Para a maioria das funções, especialistas em Recursos Humanos afirmam que a imagem é dispensável e que sua inclusão só deve ocorrer quando a natureza do cargo ou o processo seletivo exigir.

Segundo Eliana Machado, CEO da Center RH, a fotografia não deve ser considerada um item padrão ou obrigatório. Quando a imagem é necessária, ela precisa seguir critérios de qualidade, como ser profissional, atual, bem iluminada e possuir um fundo adequado. O uso de fotos inadequadas, como selfies, imagens de festas ou fotos com filtros, pode transmitir falta de cuidado ao recrutador.

Como evitar vieses no currículo?

A proteção de dados pessoais também é uma recomendação importante para evitar que o candidato seja afetado por vieses conscientes ou inconscientes. Informações como idade, estado civil, número de filhos, CPF, RG e endereço residencial completo são consideradas desnecessárias na maioria dos processos seletivos.

Para a identificação e o contato inicial, o uso de nome, telefone, e-mail profissional e a cidade de residência costuma ser suficiente. Em casos específicos, o link para o LinkedIn ou portfólio pode ser adicionado para complementar o perfil profissional.

A postura profissional também deve ser mantida nos canais de comunicação. Com a crescente utilização do WhatsApp em recrutamentos, especialistas recomendam a manutenção da formalidade: identificação clara, menção à vaga de interesse e envio do documento preferencialmente em formato PDF.

O que torna um currículo eficiente?

Para facilitar o trabalho do recrutador, o documento precisa ser direto e organizado. Elcio Paulo Teixeira, CEO do Heach RH, aponta que currículos muito longos, confusos ou genéricos tendem a perder força. O documento deve funcionar como um posicionamento profissional, focando em formação, experiências relevantes, resultados alcançados e competências técnicas.

Erros de português, problemas de formatação e informações desatualizadas, como telefone ou e-mail incorretos, também comprometem a imagem do candidato. Além disso, a apresentação de informações falsas ou exageradas pode levar à eliminação imediata do processo.

Para quem está em busca do primeiro emprego, o foco deve ser em cursos, idiomas, projetos acadêmicos ou trabalhos voluntários que demonstrem responsabilidade e iniciativa. Em casos de mudança de carreira, a orientação é realizar uma "tradução" das experiências anteriores, destacando habilidades que possam ser transferidas para a nova área de atuação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.