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Segurança

Policial de folga mata homem que esfaqueava cabeleireiro dentro de igreja em Anchieta

Homem de 36 anos foi baleado por policial militar durante culto após perseguir e ferir profissional de beleza com faca

Por Redação Diário Local

Um homem de 36 anos morreu após ser baleado por um policial militar de folga durante um culto em uma igreja em Anchieta, no Sul do Espírito Santo, na noite deste sábado (22). O caso ocorreu por volta das 20h50, no bairro Justiça II, após o suspeito atacar um cabeleireiro com uma faca.

Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito, identificado como Carlos Eduardo de Miranda Francisco, perseguia e esfaqueava um cabeleireiro, também de 36 anos. A vítima tentou buscar socorro dentro da igreja na Avenida Rauta, mas foi seguida pelo agressor.

De acordo com o boletim de ocorrência, o cabeleireiro apresentava sangramento intenso quando correu para o interior do templo. Carlos Eduardo teria continuado os ataques com uma faca logo na entrada do local. Um pastor que estava no recinto tentou intervir para interromper as agressões, mas foi ameaçado de morte pelo homem.

Um soldado da Polícia Militar que participava da celebração religiosa se identificou e ordenou que o agressor parasse com o ataque. Como o homem não obedeceu e continuou golpeando a vítima, o policial efetuou dois disparos com uma pistola calibre .40.

Carlos Eduardo foi atingido na região do tórax e socorrido para o Pronto Atendimento de Anchieta. Ele chegou a ser atendido na unidade, mas morreu em decorrência dos ferimentos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Científica para necropsia.

O cabeleireiro também recebeu atendimento médico no Pronto Atendimento de Anchieta. Após ser estabilizado, ele foi transferido em estado grave para o Hospital Estadual de Emergência e Urgência (HEUE), em Vitória, para seguir em tratamento.

O policial militar entregou voluntariamente sua arma funcional após a chegada de equipes de apoio. Ele se apresentou na Delegacia Regional de Guarapari, acompanhado de testemunhas e da supervisão da Polícia Militar, para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

A Polícia Civil registrou a ocorrência como morte em confronto com agente. Segundo a Polícia Civil, o militar foi ouvido e liberado após a autoridade policial entender, em uma análise inicial, que ele agiu em legítima defesa. A motivação da briga entre o homem e o cabeleireiro ainda não foi divulgada.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.