Posto na Serra passa a cobrar taxa de R$ 1 para calibrar pneus sem consumo
Estabelecimento em Cidade Continental aplica taxa para usuários que realizam o serviço sem abastecer ou comprar produtos
Por Redação Diário Local
Um posto de combustíveis na Serra, na Região Metropolitana da Grande Vitória, começou a cobrar uma taxa de R$ 1 para realizar a calibragem de pneus de veículos. A medida é aplicada exclusivamente a motoristas que utilizam o serviço sem realizar o abastecimento ou consumir qualquer outro produto no estabelecimento.
A prática foi adotada pelo posto Stillo, localizado no bairro Cidade Continental. A cobrança visa atender apenas os clientes que procuram o local com a finalidade única de calibrar os pneus, sem gerar consumo para a unidade.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos-ES) comentou o caso e informou que a decisão de efetuar a cobrança é individual de cada empreendedor. Segundo a entidade, o valor depende da estratégia comercial adotada por cada revendedor.
O sindicato esclareceu que o calibrador é um equipamento próprio do posto e que o serviço prestado representa custos operacionais para o negócio. Entre as despesas mencionadas estão o consumo de energia elétrica, a manutenção dos aparelhos e o pagamento de taxas de vistoria de órgãos fiscalizadores.
De acordo com o Sindipostos-ES, existe uma confusão comum entre a área dos postos de combustíveis e o espaço público. Por não possuírem paredes ou portas e permitirem o acesso livre, muitas vezes os usuários esperam certos serviços como se fossem uma obrigação social do empresário.
A entidade reforçou que, apesar da importância social e do amplo acesso que esses locais oferecem à sociedade, o posto de combustível é uma empresa como qualquer outro segmento. Portanto, o oferecimento de serviços gratuitos não é uma obrigatoriedade legal para o setor.
Até o momento, a prática de cobrança pela calibragem é pontual e tem sido observada como um movimento isolado de estabelecimentos que buscam cobrir os custos de manutenção de seus equipamentos de atendimento.
A medida gera debate entre motoristas sobre a conveniência do serviço, mas o setor ressalta que a viabilidade econômica das operações depende da gestão de custos e serviços prestados aos clientes que utilizam a estrutura sem consumo imediato.
