Multivix amplia investimentos em simulação médica de alta fidelidade no Espírito Santo
Instituição implementou Centro de Simulação Médica com realidade virtual e simuladores para preparar estudantes de Medicina.
Por Redação Diário Local
O uso de tecnologias de simulação realística na formação de estudantes de Medicina tem avançado para aproximar o aprendizado acadêmico da prática hospitalar. No Espírito Santo, a implementação de centros de simulação de alta fidelidade permite que futuros médicos treinem procedimentos e tomem decisões em ambientes controlados, reduzindo riscos antes do contato com pacientes reais.
Essas ferramentas, como simuladores de corpo inteiro, mesas anatômicas digitais e recursos de realidade virtual, conseguem reproduzir cenários críticos encontrados em hospitais, ambulatórios e unidades de terapia intensiva (UTIs). O objetivo é que o aluno desenvolva habilidades técnicas, capacidade de resposta sob pressão e trabalho em equipe em situações que simulam emergências, como paradas cardiorrespiratórias.
A expansão desse modelo de ensino no estado está ligada aos investimentos em infraestrutura e inovação tecnológica. Um dos exemplos é o Centro de Simulação Médica Realística de Alta Fidelidade adotado pela Multivix, instituição que passou a integrar a rede internacional Galileo Global Education desde 2024.
Segundo o CEO e sócio da Multivix, Tadeu Penina, a conexão com a rede internacional tem acelerado o processo de inovação no ensino médico. Ele afirma que a parceria amplia as oportunidades de investimentos e a incorporação de metodologias globais, o que fortalece uma formação alinhada aos padrões internacionais de excelência.
Como funciona a simulação médica?
A simulação funciona por meio da criação de cenários clínicos que mimetizam a realidade hospitalar. Por meio de dispositivos que monitoram sinais vitais e emitem alertas, os estudantes são desafiados a agir em poucos minutos, desenvolvendo o raciocínio clínico necessário para enfrentar a complexidade dos serviços de saúde modernos.
Especialistas em educação médica apontam que essa prática acompanha uma tendência mundial. A integração entre conhecimento científico e treinamento prático imersivo busca preparar os profissionais para um ambiente de trabalho cada vez mais tecnológico e para as demandas dos sistemas de saúde nos próximos anos.
Além do treinamento técnico, o uso dessas tecnologias visa garantir maior segurança no processo de aprendizagem. Ao enfrentar desafios simulados, o estudante minimiza a ocorrência de erros em situações reais, consolidando o aprendizado de forma mais segura e estruturada.
O movimento de modernização na formação em saúde deve seguir expandindo o uso de metodologias imersivas e experiências internacionais. A ideia é que as ferramentas de simulação deixem de ser um diferencial e passem a compor a base da preparação dos médicos para o mercado de trabalho.
