Defesa Civil interdita bloco de prédio em Vila Velha por risco de colapso
Bloco F do Residencial Praia da Sereia apresenta trincas e fissuras; 16 famílias foram obrigadas a deixar os apartamentos.
Por Redação Diário Local
A Defesa Civil interditou o bloco F do Residencial Praia da Sereia, em Vila Velha, no último sábado (10), após identificar risco de colapso na estrutura. A medida obrigou 16 famílias a deixarem seus apartamentos imediatamente.
O edifício, localizado na região de Vale Encantado, apresenta trincas, fissuras e recalque nas paredes externas. O recalque é caracterizado pela movimentação ou afundamento do solo, o que pode causar alterações na estabilidade da construção. A prefeitura de Vila Velha informou que a interdição visa permitir intervenções necessárias para a estabilização do prédio.
O que diz a administração do condomínio
Segundo o síndico do condomínio, Ivo Júnior, a administração já acompanhava a situação das fissuras. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) orientou a realização de estudos do solo e da estrutura do bloco.
Após a contratação de uma equipe especializada e a realização de testes, os profissionais apontaram a necessidade de medidas para recuperar a segurança do edifício. Com a recomendação de saída imediata pela Defesa Civil, os moradores aguardam a definição das medidas técnicas para a recuperação da estrutura.
Ações da Defesa Civil e da Prefeitura
O diretor operacional da Defesa Civil de Vila Velha, Gilvandro Pinto, afirmou que a prioridade do órgão foi preservar a vida dos moradores. Segundo o diretor, a Defesa Civil notificou os moradores, realizou a interdição e ofereceu abrigo para quem não tinha para onde ir.
Em nota, a Prefeitura de Vila Velha informou que aguarda a execução do projeto com as intervenções necessárias para estabilizar o prédio. Até o momento, não há um prazo definido para a conclusão dos trabalhos ou para a liberação dos apartamentos.
Posicionamento da Caixa
A Caixa Econômica Federal informou que acompanha a situação do Residencial Praia da Sereia, empreendimento construído com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), no âmbito do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). A instituição afirmou que, em junho de 2026, prestou esclarecimentos após ser comunicada sobre as fissuras no bloco F.
A Caixa declarou que aguarda o laudo de interdição do órgão municipal para promover a análise técnica de engenharia e avaliar possíveis intervenções no empreendimento, dentro das obrigações contratuais e legais.
