Prefeitura do Rio anuncia plano de prevenção para enfrentar efeitos do El Niño na cidade
Município terá ações de monitoramento e resposta para enfrentar calor extremo e chuvas intensas causadas pelo fenômeno climático.
Por Davy Albuquerque
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, na manhã desta segunda-feira (20), um plano de prevenção, monitoramento e resposta para minimizar os impactos do fenômeno El Niño no município. As medidas visam enfrentar situações de calor extremo e chuvas intensas que podem atingir a cidade.
O anúncio das ações foi realizado no Centro de Operações Rio (COR). O objetivo do município é estabelecer protocolos para reduzir os danos causados pela possibilidade de intensificação dos efeitos climáticos característicos do fenômeno.
O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que, embora existam obras de combate a enchentes em andamento, parte das regiões mais sensíveis da capital ainda corre riscos. Segundo o prefeito, a cidade pode estar sujeita a eventos climáticos extremos durante o período de verão.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas responsável pelo acompanhamento climático, alerta que a tendência é de intensificação do El Niño ao longo do segundo semestre. O fenômeno deve atingir o pico entre os meses de novembro e fevereiro.
De acordo com a OMM, o fenômeno eleva as probabilidades de ocorrência de secas, chuvas intensas e ondas de calor, afetando tanto áreas continentais quanto os oceanos. No Brasil, os impactos costumam ser desiguais entre as regiões do país.
Enquanto a região Sul tende a apresentar maior volume de chuvas, as áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos de seca. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico em 0,5°C ou mais, ocorrendo geralmente a cada dois ou sete anos.
Por que o clima pode mudar?
A meteorologista Juliana Hermsdorff, do Alerta Rio — serviço de previsão do tempo da Prefeitura do Rio — informou que os dados apontam uma elevação na temperatura já para o fim do inverno. A especialista ressaltou que o fenômeno costuma impactar a temperatura média de forma persistente.
Com base em eventos anteriores, a previsão indica ondas de calor mais frequentes. Esse impacto na elevação da temperatura média deve se estender do fim do inverno até a primavera e o verão.
