El Niño pode aumentar casos de dengue e doenças respiratórias no Espírito Santo, alerta Ministério da Saúde
Ministério da Saúde alerta para combinação de calor extremo e temporais, que pode elevar casos de dengue e problemas cardíacos.
Por Redação Diário Local
O fenômeno climático El Niño pode elevar o risco de casos de dengue, chikungunya e doenças respiratórias no Espírito Santo. O alerta foi feito pelo Ministério da Saúde durante coletiva realizada nesta quarta-feira (16), ao apresentar o plano de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos do fenômeno, que deve influenciar o país até o início de 2027.
No Sudeste, a previsão é de que a combinação de calor extremo e temporais concentrados aumente a pressão sobre os serviços de saúde. Segundo o Ministério, o volume anormal de água em períodos curtos pode provocar enchentes, deslizamentos e alagamentos, o que contribui para a proliferação de doenças relacionadas à água contaminada.
Por que o risco de arboviroses aumenta?
As arboviroses, que incluem a dengue e a chikungunya, estão no radar de preocupação para o segundo semestre. A expectativa é de um aumento na incidência dessas doenças transmitidas por mosquitos devido às condições climáticas favoráveis.
O ministro da Saúde afirmou que o aumento da temperatura média tem alterado a distribuição geográfica de doenças, levando enfermidades para regiões onde a circulação era menor. No Espírito Santo, o cenário é de atenção especial porque o estado já possui circulação do mosquito Aedes aegypti.
Quais outros problemas de saúde podem surgir?
Além das doenças transmitidas por mosquitos, o calor intenso pode sobrecarregar o sistema cardiovascular e agravar doenças crônicas. Grupos como idosos e pessoas com diabetes, problemas cardíacos, pulmonares ou renais devem ter atenção redobrada.
As doenças respiratórias também entraram na lista de riscos, especialmente devido à combinação de calor, mudanças bruscas nas condições ambientais e possíveis queimadas. O Ministério está cruzando dados meteorológicos com atendimentos do SUS para identificar padrões e antecipar o envio de medicamentos e profissionais para as regiões afetadas.
Como o SUS está se preparando?
O Ministério da Saúde apresentou um plano estruturado para o Sudeste, que inclui a criação de bases com a Força Nacional do SUS no Rio de Janeiro e um Centro de Informação em Saúde e Clima em Belo Horizonte. Outras medidas envolvem o uso de mapas de calor extremo, zonas de resfriamento e pontos de hidratação.
A orientação para a população é acompanhar os alertas meteorológicos e manter medidas de prevenção contra o mosquito, como eliminar recipientes que acumulem água. Em caso de temporais, a recomendação é evitar áreas com risco de deslizamento e alagamento.
