Pai e madrasta de menino de 3 anos são presos em Palmas por morte suspeita
A Polícia Civil do Tocantins prendeu o pai e a madrasta de Gustavo, de 3 anos, que morreu com sinais de agressão e violência sexual.
Por Redação Diário Local
O advogado e empresário Igor Gustavo Veloso de Sousa e sua companheira, Kathellen Moreira, foram presos pela Polícia Civil do Tocantins na madrugada desta quinta-feira (6). Ambos são investigados pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ocorrida na última segunda-feira (3), em Palmas.
A criança foi encontrada sem vida na residência onde vivia com o pai. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), Igor Gustavo compareceu à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil na tarde de segunda-feira (3) para comunicar o falecimento do filho.
Em depoimento inicial, o empresário alegou que encontrou o menino sem vida durante a manhã, mas afirmou que, devido ao abalo emocional, só conseguiu procurar as autoridades horas depois. O caso, contudo, passou a ser tratado como morte suspeita após perícia realizada no local.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a criança morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual. Segundo informações da certidão de óbito, as causas do falecimento foram choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna e laceração intestinal.
A investigação é conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. Os policiais seguem colhendo depoimentos de familiares e testemunhas para esclarecer as circunstâncias que levaram ao óbito.
O histórico do advogado inclui uma ocorrência de ameaça registrada em 2023. Na ocasião, Igor Gustavo foi denunciado por ameaçar a ex-companheira, mãe da criança, por meio de áudios enviados após uma discussão sobre a guarda do filho, que tinha oito meses na época.
De acordo com o registro policial daquela época, a disputa envolvia o período de permanência do menino na casa do pai. A mãe havia recusado o pedido por a criança ainda estar em fase de amamentação.
Até o momento, não foram apresentadas informações oficiais sobre a defesa dos investigados. A polícia trabalha para concluir o inquérito e determinar a responsabilidade de Kathellen Moreira e Igor Gustavo no caso.
