Quadrilhas usam olheiros para monitorar vítimas de roubo de ouro no Rio de Janeiro
Criminosos monitoram pedestres em vias públicas para identificar o uso de joias de ouro; ataques têm crescido na capital.
Por Redação Diário Local
Quadrilhas que atuam no Rio de Janeiro estão utilizando a estratégia de monitoramento por olheiros para identificar potenciais vítimas de roubos de joias de ouro. A tática, semelhante à utilizada no tráfico de drogas, consiste no uso de observadores em vias públicas para localizar pessoas que utilizam adornos de metal precioso.
O aumento da violência nesses ataques tem impactado também o setor de joalherias, que tem buscado reforçar os protocolos de segurança para mitigar o risco de assaltos em seus estabelecimentos.
Monitoramento em supermercado
Um dos episódios que ilustram essa dinâmica ocorreu em julho, no bairro do Recreio, na Zona Oeste da capital. Um empresário de 66 anos foi vítima de uma emboscada enquanto realizava compras em um supermercado da região.
Imagens de segurança registraram o momento em que a vítima foi visada por um homem em uma seção de hortifruti. Segundo informações da investigação policial, o indivíduo atuaria como um dos olheiros da quadrilha. Testemunhas relataram que, após observar o cordão utilizado pelo empresário, o suspeito utilizou um celular para informar um interlocutor sobre o objeto.
Em outro trecho das gravações, a vítima foi monitorada por um segundo homem que circulou pelo local diversas vezes. A polícia trabalha para identificar os envolvidos, que ainda não foram formalmente acusados.
Ataque e consequências
A ação culminou em um ataque realizado por dois homens em uma motocicleta no estacionamento do supermercado. Aproveitando-se de uma abertura na cancela, o grupo invadiu o local, e o passageiro desembarcou armado para anunciar o assalto.
Durante a tentativa de roubo, houve luta entre a vítima e o assaltante, resultando em um disparo de arma de fogo contra o empresário. Após o disparo, o criminoso tentou subtrair o cordão de ouro do pescoço da vítima.
O empresário foi socorrido por clientes e levado a um hospital particular. Ele permanece em tratamento no Centro de Terapia Intensiva (CTI) em quadro estável, após sofrer lesões que resultaram na perda de um rim e de parte do pâncreas.
