Justiça decreta prisão preventiva de mulher suspeita de matar e esquartejar marido em Nova Iguaçu
Justiça converteu a prisão em flagrante de Esther Pestana Cabral, suspeita de envenenar e esquartejar Edmilson Vila Verde em Nova Iguaçu.
Por Redação Diário Local
A Justiça converteu, nesta quinta-feira (22), a prisão em flagrante de Esther Pestana Cabral em prisão preventiva. Ela é suspeita de envenenar, decapitar e esquartejar o marido, Edmilson Batista Vila Verde, no bairro de Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Esther havia sido presa em flagrante na última terça-feira (21). Segundo a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), a mulher confessou o assassinato após ser confrontada com evidências coletadas pelos agentes durante a investigação.
O crime teria ocorrido no dia 16 de outubro. A polícia foi acionada para ir à residência do casal após o filho da vítima encontrar partes do corpo de Edmilson na casa.
Como o crime foi descoberto
Ao chegarem ao local, os agentes da DHBF encontraram o torso da vítima na residência. Durante a perícia, os policiais localizaram uma nota fiscal de compra de luvas, material que foi utilizado no esquartejamento e na decapitação.
Com o documento, a polícia identificou a loja e a farmácia onde o material foi adquirido, confirmando que Esther foi a compradora. Durante as diligências, as equipes também encontraram a cabeça e os membros de Edmilson dentro do carro da vítima, que estava estacionado a cerca de 500 metros da residência.
Decisão judicial e acusações
O Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia (Nacac) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontou a incidência do crime de furto qualificado, realizado por meio do uso do cartão de Edmilson.
Ao decretar a prisão preventiva, o juízo destacou a gravidade do caso e a periculosidade da suspeita. A decisão citou a premeditação do ato, que envolveu o uso de veneno misturado à alimentação, seguido do uso de faca, canivete e serra elétrica portátil para o esquartejamento.
A medida visa garantir a ordem pública e proteger os parentes e testemunhas envolvidos no caso.
