Justiça mantém prisão preventiva de mulher suspeita de esfaquear faxineira em Cambuquira
A Justiça ratificou a prisão preventiva de Larissa Fonseca da Silva, que teria esfaqueado a profissional durante o serviço em Minas Gerais.
Por Redação Diário Local
A Justiça manteve a prisão preventiva de Larissa Fonseca da Silva, suspeita de tentar matar uma faxineira com golpes de faca em uma residência no Centro de Cambuquira (MG). A decisão foi ratificada durante audiência de custódia realizada por videoconferência neste domingo (18), em Três Corações (MG).
De acordo com os documentos do processo, a vítima foi atingida três vezes, nas regiões do tórax, abdômen e perna. O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
A Polícia Militar e o Hospital Regional de Cambuquira informaram nesta segunda-feira (19) que a profissional atingida recebeu alta hospitalar. No momento da decisão judicial, a vítima ainda estava hospitalizada e em estado grave.
Como ocorreu o crime
Segundo o depoimento de um policial militar, a equipe foi acionada para atender a uma ocorrência na Avenida Virgílio Melo Franco, no Centro de Cambuquira. Uma testemunha relatou que a suspeita teria desferido os golpes contra a profissional motivada por ciúmes.
Conforme o relato registrado na decisão, a vítima realizava a limpeza da casa quando pediu passagem para concluir o serviço. Após a intervenção do companheiro da suspeita, a passagem teria sido liberada, mas Larissa Fonseca da Silva teria se aproximado por trás e aplicado os golpes.
Ao chegar ao imóvel, os militares encontraram a mulher sentada em um sofá com sangramento intenso. A suspeita foi localizada na região central da cidade carregando uma faca e sacolas com manchas semelhantes a sangue, momento em que teria confirmado aos policiais que golpeou a vítima.
Decisão judicial
Na delegacia, a suspeita declarou que utilizou a faca para se defender e que não tinha a intenção de matar a profissional. Apesar do argumento, o Ministério Público manifestou-se pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
O juiz César Rodrigo Iotti considerou que havia provas da materialidade e indícios suficientes de autoria, além da necessidade de garantir a ordem pública. Na decisão, o magistrado afirmou que condições como primariedade e residência fixa não seriam suficientes para afastar a prisão cautelar diante das circunstâncias do caso.
Com a determinação, Larissa Fonseca da Silva foi encaminhada para a Penitenciária Regional de Três Corações.
