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Segurança

Professor é preso em Cariacica com material de abuso sexual infantil e pornografia

Servidor concursado de Vila Velha e Cariacica foi detido com fotos e vídeos de exploração sexual infantil em celular.

Por Redação Diário Local

Um professor de 42 anos, servidor concursado nos municípios de Vila Velha e Cariacica, foi preso nesta quinta-feira (20) sob suspeita de armazenar material de abuso e exploração sexual infantil. A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do investigado, em Cariacica, na Grande Vitória.

De acordo com a Polícia Civil, agentes da Delegacia de Crimes Cibernéticos encontraram fotos e vídeos com conteúdo de exploração sexual infantil no celular do homem, que trabalhava com crianças e adolescentes de 6 a 16 anos nas escolas municipais das duas cidades.

Como começou a investigação?

A apuração foi desencadeada por um relatório encaminhado pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), uma organização não governamental dos Estados Unidos. O órgão recebe notificações de grandes plataformas de tecnologia sobre possíveis casos de exploração sexual infantil e, quando identifica usuários no Brasil, repassa as informações às autoridades brasileiras.

O relatório em questão chegou à polícia em abril de 2026. O documento apontava a existência de 119 imagens e vídeos íntimos relacionados a crianças e adolescentes.

O que disse o investigado?

Ao ser questionado pelos investigadores, o professor confessou ter armazenado o material. Em sua defesa, ele afirmou que realizava a compra de pacotes de conteúdo por meio do aplicativo Telegram e alegou que os arquivos envolvendo menores de idade apareciam entre as aquisições de forma não intencional.

A Polícia Civil afirmou que tal justificativa é recorrente em investigações deste tipo. Na avaliação dos policiais, a quantidade de arquivos identificados não sustenta a alegação de que o conteúdo teria sido baixado acidentalmente.

Sobre dois vídeos específicos que apresentavam características de produção de material de abuso, o homem afirmou que se tratava de um bebê, filho de uma colega de trabalho. Ele alegou que teria copiado o conteúdo de um computador ao ajudar a colega em um procedimento de formatação, sustentando que os vídeos foram produzidos pela mãe da criança por motivos familiares ou de saúde.

Alerta de segurança

A Polícia Civil aproveitou a oportunidade para alertar pais e responsáveis sobre os riscos de armazenar e compartilhar imagens de crianças e adolescentes, mesmo em contextos familiares ou médicos. Segundo os investigadores, arquivos salvos em celulares, computadores ou serviços de nuvem podem ser acessados ou compartilhados indevidamente caso os dispositivos sofram algum tipo de comprometimento.

O professor recebeu voz de prisão em flagrante e também já era alvo de um mandado de prisão preventiva. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e segue à disposição da Justiça.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.