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Justiça

Justiça nega sigilo e mantém processo de ex-presidente da Apex Partners sob consulta pública

Decisão do magistrado Marcos Pereira Sanches mantém o processo público, mas garante proteção a dados bancários apresentados na ação.

Por Redação Diário Local

O juiz Marcos Pereira Sanches negou o pedido do ex-presidente da Apex Partners, Fernando Cinelli, para colocar sob sigilo o novo processo aberto por sua defesa. A decisão, assinada nesta quinta-feira (20), mantém o acesso público aos autos com base nos princípios constitucionais de publicidade e transparência dos atos judiciais.

Embora o processo continue acessível, o magistrado determinou a proteção específica dos dados bancários apresentados no processo nº 5038678-20.2026.8.08.0024. Na prática, a ação permanece pública, mas os documentos que contenham informações financeiras protegidas não ficarão disponíveis para consulta geral, separando o interesse público da necessidade de preservar dados bancários pessoais.

A nova ação judicial movida por Cinelli ainda se encontra em fase inicial. O magistrado aguarda o cumprimento de uma ordem anterior para que a defesa faça ajustes na petição e estabeleceu um prazo de dez dias para que a Apex e as demais empresas envolvidas se manifestem sobre outros pedidos apresentados pelo ex-presidente.

O despacho judicial não realiza ainda a análise do mérito das alegações de Cinelli. Em decisão assinada praticamente no mesmo horário, o juiz tratou do processo principal da crise da Apex, que reúne a companhia e outras 177 sociedades.

No processo principal, o juiz abriu prazos para manifestações da Apex, da Laspro Consultores e do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) sobre novos documentos e pedidos das partes. Também foi mantido o prazo de 72 horas para que o grupo entregue as informações solicitadas pela consultoria Laspro, contadas a partir de segunda-feira (18).

A Justiça também ordenou que a primeira visita técnica às empresas ocorra, sem novos adiamentos, até quarta-feira (26). A Apex deverá viabilizar também as demais visitas necessárias para a conclusão do levantamento. As decisões proferidas não apontam culpa nem definem responsabilidades pelas inconsistências financeiras que estão sendo investigadas.

Argumentos da defesa

Em nota, a defesa de Fernando Cinelli afirmou que a medida reforça a necessidade de uma apuração documental independente sobre os dados das empresas e sobre a cadeia de decisões dentro da Apex. Segundo os advogados, a ação busca preservar e exibir documentos capazes de esclarecer o funcionamento das operações e os respectivos centros de responsabilidade.

Os representantes de Cinelli reiteraram que o ex-presidente sempre exerceu sua posição executiva no grupo com seriedade e transparência. A defesa afirmou ainda que ele mantém total comprometimento com a elucidação dos fatos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.