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Trânsito

Radares aplicam mais de 75 mil multas em Juiz de Fora no primeiro semestre de 2026

Fiscalização eletrônica registrou 75,5 mil autuações entre janeiro e junho; Prefeitura afirma que novos pontos seguem estudos técnicos.

Por Redação Diário Local

Os radares de trânsito em Juiz de Fora registraram 75.517 multas durante o primeiro semestre de 2026. O número representa aproximadamente 66,46% do total de autuações aplicadas no município no período, que somou 113.637 registros.

De acordo com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), as demais multas da cidade foram aplicadas por agentes de trânsito. Na gestão dos recursos, a prefeitura informou que arrecadou R$ 14.723.262,67, enquanto o montante aplicado em áreas como sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação de trânsito foi de R$ 17.056.847,98.

A diferença nos valores pode ocorrer devido à inclusão de despesas de exercícios anteriores e restos a pagar. Por lei, os recursos de multas de trânsito devem ser destinados exclusivamente à sinalização, engenharia de tráfego, educação, fiscalização e processamento de autuações.

Como funciona a fiscalização na cidade?

Atualmente, Juiz de Fora possui 41 radares de trânsito em funcionamento. A Prefeitura também informou que seis outros pontos de fiscalização estão em processo de remanejamento e aguardam a aferição pelo Inmetro para entrarem em operação. Além disso, 13 locais possuem a estrutura necessária, mas permanecem inativos no momento.

Existem dois tipos de equipamentos no município: os de velocidade e os mistos. Os modelos mistos fiscalizam tanto o excesso de velocidade quanto o avanço de sinal vermelho ou a parada sobre a faixa de pedestres em cruzamentos semaforizados.

A prefeitura afirmou que a instalação de novos equipamentos segue estudos técnicos da Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU) e as normas do Código de Trânsito Brasileiro, do Conselho Nacional de Trânsito e do Inmetro.

O que diz a prefeitura sobre os novos pontos?

Em 2026, a administração municipal relatou que não houve ampliação do número de dispositivos, mas sim a redistribuição de pontos com base em critérios técnicos. Segundo a PJF, a revisão dos locais é contínua e considera a dinâmica urbana.

A prefeitura ressaltou que estudos conduzidos pela SMU apontaram redução de infrações e melhora no comportamento dos motoristas nos locais onde a fiscalização foi alterada, o que permitiu a transferência do monitoramento para outras vias.

A definição dos locais leva em conta índices de acidentes, volume de tráfego e demandas da população por redução de velocidade e organização do tráfego, conforme detalhado pela Secretaria de Mobilidade Urbana.

A importância da educação no trânsito

Apesar das discussões sobre a quantidade de equipamentos, especialistas indicam que os radares são mecanismos de segurança. Segundo Fabio Lima, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), os dispositivos inibem a velocidade, pois os condutores sabem que a autuação pode ocorrer.

O professor ressaltou que, se os limites de velocidade e a sinalização fossem respeitados, o uso de radares seria menos necessário. Ele também sugeriu que questionamentos sobre a arrecadação devem ser levados ao Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT).

Para o especialista, ainda há uma carência de campanhas de conscientização contínua para a educação no trânsito, que devem abranger desde o ensino fundamental até o ensino superior.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.