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Segurança

Suspeito de matar companheira viveu 20 dias em casa onde corpo estava enterrado

Investigação aponta que homem realizou reforma em residência para ocultar cadáver de Monique de Oliveira Fernandes.

Por Redação Diário Local

Um homem é suspeito de matar a companheira, Monique de Oliveira Fernandes, de 33 anos, e continuar vivendo normalmente dentro de casa por cerca de 20 dias após enterrar o corpo da vítima no imóvel. O caso ocorreu em São José do Calçado, no Espírito Santo.

De acordo com a Polícia Civil, o investigado manteve sua rotina de sono e alimentação na residência onde o corpo estava ocultado em um quarto. A localização do cadáver aconteceu após a polícia notar que o homem realizava uma obra na casa durante o período em que a mulher estava desaparecida.

Como o crime foi descoberto

O desaparecimento de Monique foi registrado pela mãe da vítima no dia 7 de julho (segunda-feira). Inicialmente, o suspeito afirmou que a companheira havia saído de casa levando as duas filhas do casal.

Durante as buscas, a Polícia Civil realizou diligências em hospitais e departamentos médico-legais da região, mas não obteve informações sobre o paradeiro da mulher. O alerta para os investigadores surgiu quando receberam a informação de que o homem estaria fazendo uma reforma na residência.

O investigado compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e confessou o crime. Ele foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, uma vez que o ato ainda estava em andamento quando o corpo foi localizado. Ele também responderá por feminicídio.

Versão do suspeito

Segundo o relato apresentado pelo homem, a morte ocorreu após uma discussão entre o casal. Ele afirmou que Monique teria avançado contra ele utilizando uma faca, e que ele utilizou um objeto de madeira para golpeá-la.

O delegado titular da Delegacia de Polícia de São José do Calçado, Messias Sirtuli, informou que, até o momento, a investigação não encontrou elementos que indiquem que o crime foi premeditado. Vizinhos relataram que brigas entre o casal eram frequentes, embora não houvesse registros de boletins de ocorrência ou pedidos de medida protetiva.

A Polícia Civil agora aguarda a entrega dos laudos da Polícia Científica para esclarecer os detalhes da morte e finalizar o inquérito.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.