Trabalhador atacado com thinner na Asa Sul tenta se recuperar de queimaduras em 40% do corpo
Gustavo Vitor Coimbra, de 31 anos, passou por quatro cirurgias e enfrenta custos mensais de R$ 1,2 mil para tratar as lesões.
Por Redação Diário Local
O trabalhador Gustavo Vitor Coimbra, de 31 anos, segue em processo de recuperação após ter 40% do corpo atingido por chamas durante um ataque com thinner na Asa Sul, em Brasília. O incidente ocorreu na noite de 14 de julho (14), motivado por uma tentativa de furto no local onde o homem trabalhava.
Gustavo relatou que o episódio aconteceu após ele tentar impedir que um homem levasse uma bisnaga de mel do quiosque em que prestava serviços. Segundo a vítima, o agressor o golpeou com uma paulada na cabeça e jogou o líquido inflamável sobre seu corpo, utilizando um isqueiro para iniciar o fogo.
Durante o ataque, o trabalhador tentou buscar ajuda, mas o fogo se espalhou rapidamente. O suspeito fugiu levando a mochila da vítima, que continha documentos e dinheiro de seu expediente.
Sequelas e tratamentos médicos
Após o ataque, Gustavo foi levado ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde permaneceu internado por aproximadamente 26 dias. Durante o período de internação, ele foi submetido a quatro cirurgias e apresentou uma perda de peso de 14 quilos enquanto estava sedado.
Atualmente, o trabalhador lida com as consequências físicas das queimaduras, que afetaram a força de suas mãos e geraram risco de atrofia. Um dos enxertos de pele realizados ainda não cicatrizou totalmente, o que pode exigir uma nova intervenção cirúrgica.
O cirurgião plástico da Unidade de Queimados do Hran, Brenner Dolis, explicou que queimaduras profundas podem exigir o desbridamento, que é o procedimento para retirar tecidos destruídos, seguido pelo enxerto de pele. Segundo o especialista, a equipe médica avalia se as feridas conseguirão cicatrizar sozinhas ou se será necessária a transferência de pele de outras regiões do corpo.
Dificuldades financeiras na recuperação
Além do quadro de saúde, Gustavo enfrenta dificuldades para custear o tratamento. Sem condições de trabalhar no momento, ele informou que os gastos mensais com pomadas, medicamentos e transporte para realizar curativos ultrapassam R$ 1,2 mil.
O trabalhador utiliza o benefício do Bolsa Família, mas afirma que o valor é insuficiente para cobrir as despesas emergenciais, como o uso de transporte por aplicativo para evitar a exposição ao sol e à poeira durante o deslocamento para as unidades de saúde.
O suspeito do crime foi preso preventivamente no dia 31 de julho (31) pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
